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O surgimento da divisão do trabalho



Por volta de 6000 a.C., os homens aprenderam a fundir o cobre e a moldar com ele estatuetas e enfeites. Contudo, o cobre era um metal e não servia para fazer novos instru­mentos, em substituição aos de pedra polida.


Anos depois, porém, os ho­mens aprenderam a fundir o cobre junto com o estanho, obtendo o bronze, um metal mais duro. Com ele, passaram a fazer instrumentos e ferra­mentas, até mesmo arados.


Por volta de 3500 a.C., alguns povos conse­guiram fundir o ferro, ainda mais resistente que o bronze. As armas de ferro impuseram conquis­tas militares em muitos lugares da Europa e do Oriente, pois não se quebravam com facilidade, como as de pedra e mesmo as de bronze.


Parte da população que produziam arados, machados, armas e trabalhavam na metalurgia não tinham tempo para produzir seu próprio alimento, assim foi preciso que os trabalhadores agrícolas gerassem excedentes econômicos para suprí-los. De fato, ao produzir além de suas necessidades de consumo, o homem permitiu o desenvolvimento da atividade comercial, o que estimulou ainda mais a produção de excedentes.


Os agricultores produziam, mas o excedente era vendido por comerciantes, ou mercadores, de forma que surgia assim o conceito de grupos sociais. A riqueza obtida com o comércio permi­tia que algumas antigas aldeias neolíticas passas­sem a se desenvolver, transformando-se em ci­dades: já entre o sétimo e o sexto milénio a.C.. núcleos como Catai Hiiyiik, no centro-sul da Tur­quia, e Jericó, às margens do Rio Jordão, conse­guiam crescer ao construir casas de tijolos e pe­dras de excelente qualidade.


Depois da revolução agrícola, ocorreu pois a revolução urbana, um processo essencial nas fases finais do Neolí­tico. A partir do quarto milénio a.C., a revolução urbana criou uma série de cidades no Crescente Fértil e, pouco depois, por volta de 2500 a.C., já havia atingido a índia e a China.


Afim de se protegerem de de salteadores e de ataques de tribos nómades, muitas cidades foram cercadas por muralhas, demandando assim a criação de segurança militar.


Sendo assim, a divisão do trabalho sofreu mais um avanço: já havia agricultores, metalúrgicos, comerciantes e agora: soldados. Quanto mais gente era desviada do setor agrícola para outros setores, maior a necessidade de elevar a produção de alimentos e a pecuária. Foi observando a fertilidade dos rios, como o Nilo, o Tigre e o Eufrates, que os povos do Neolítico começaram a trabalhar  de forma coorde­nada para abrir diques e canais de irrigação, elevando assim a produtividade de trabalho.


A coordenação desses ou de outros trabalhos passou a ser feita por pessoas que não eram tralhadores, e sim sacer­dotes, soldados e chefes. Assim, nas sociedades urbanas nascentes, começou-se a formar um grupo de dirigentes. No início, a chefia dessa elite ficava centralizada em uma só pessoa. Em muitos luga­res, encontramos os reis- sacerdotes como centro desse poder. Nesse período, as lutas e guerras visavam conquistar as áreas com água e rios mais abundantes.


Desta forma, pode-se perceber tanto o avanço tecnológico como a divisão do trabalho foram importante para a evolução das sociedades. Os dirigentes usavam do domínio físico e da coerção para obrigarem os trabalhadores a pegar no pesado. Grande dos trabalhadores ficavam com o trabalho braçal, enquanto outros se dedicavam a tarefa de administrar, constituindo assim a classe de trabalhadores intelectuais.


Os canais de irrigação, os diques, o uso do arado foram progressos que possibilitaram um aumento extraordinário na produção de alimentos, matérias ? primas e criação de animais. O tipo de trabalho desempenhado nestes locais exigia tanto trabalhadores braçais quanto dirigentes que coordenassem o trabalho. Esses acontecimentos possibilitavam o surgimento de diferentes classes, bem como formas diferentes de escravidão. O que antes era produzido pela comunidade passa agora a ser distribuído de forma desigual entre a população.




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