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Acumulação Flexível: modo japonês de produzir



Durante o início da década de 70, observou-se uma ociosidade nas fábricas e nos  equipamentos, bem como desemprego elevado nas economias capitalistas. Diante dessa realidade, as corporações buscaram racionalizar, reestruturar e intensificar o controle sobre o trabalho afim de reduzir custos e elevar a lucratividade.


Tudo teve início quando a Toyota, uma empresa automobilística japonesa experimentava uma nova abordagem à produção, cujas práticas operacionais eram bem diferentes daquela da produção de massa. Tal abordagem foi denominada de produção enxuta. O princípio básico da produção enxuta é combinar novas técnicas gerenciais com máquinas cada vez mais sofisticadas para produzir mais com menos recursos e menos produção industrial. A produção enxuta difere radicalmente tanto da produção artesanal quanto da produção industrial.


Paralelamente, houve, também, uma intensificação dos processos tecnológicos, a introdução de sistemas automatizados, a busca de novas linhas de produtos e nichos de mercados, as fusões, etc. que passaram a compor um novo tipo de estratégia necessária à sobrevivência das empresas no período de deflação e deflagraram um conjunto de processos

que colocariam por terra o regime de acumulação baseado no fordismo.


O modelo japonês de organização da produção possui certo número de técnicas e métodos de organização do trabalho e da gestão da produção (Just in Time, Kanban, Círculos de Controle da Qualidade, etc.) que são praticados no contexto de uma atividade grupal com trabalhadores polivalentes que conhecem um rodízio bastante amplo de tarefas: desde a

fabricação, manutenção até a gestão dentro dos processos produtivos. O trabalhador japonês é polivalente, participa dos processos de inovação tecnológica, possui um alto nível de escolaridade e formação profissional sistemático dentro e fora da empresa.


O toyotismo é um dos principais representantes do regime de acumulação flexível. Neste regime,  elimina-se  a tradicional  hierarquia gerencial  substituindo-a por  equipes multiqualificadas que operam em conjunto, diretamente no ponto de produção. O modelo flexível aborda a importância de uma equipe cooperativa, projetada para aproveitar a capacidade mental total e a experiência prática dos envolvidos no processo de fabricação. A

fábrica torna-se o próprio laboratório de pesquisa e desenvolvimento dos produtos.


No modelo japonês existe uma organização industrial interempresas baseada no intercâmbio particular entre fornecedores (pequenas e médias empresas subcontratadas) e as grandes empresas clientes. Aquelas empresas subordinam-se as clientes na medida em que estas

possuem, em geral, exclusividade com suas fornecedoras. São práticas de subcontratação complexas que possuem vários modelos:


Os trabalhadores das subcontratadas não possuem segurança no emprego. Não tem perspectiva de pensão, seguro e outras vantagens sociais pois seu objetivo é atender as expectativas que têm a produção de ser adaptáveis, flexíveis e, se possível, geograficamente móveis. Neste sentido, a atual tendência dos mercados de trabalho é reduzir o maior número

possível de trabalhadores 'centrais" e empregar cada vez mais uma mão - de - obra que possa ser facilmente demitida quando o capitalismo estiver vivenciando períodos de crises. É um procedimento que possibilita a redução de custos para as empresas clientes, mas que desconsidera as necessidades dos trabalhadores..




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