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O outro lado da colina



Obra que trata da ascensão e queda dos generais alemães, com seus depoimentos acerca dos acontecimentos militares de 1939-1945.
A importância de se estimar o que acontece ?no outro lado da colina? , atrás da linha de frente inimiga e na frente do adversário é o objetivo principal do autor.
Nos capítulos iniciais nota-se a preocupação de Hitler em reduzir a influência dos generais tanto do alto-comando das Forças Armadas (OKW), quanto os do Exército (OKH), chegando ao ponto do führer assumir o comando da Wehrmacht por diversas vezes por não confiar em seus generais. Fato agravado após 20 de julho de 1944, após o fracasso do atentado contra Hitler.
Além da desconfiança, havia a disputa de poder entre os componentes do alto-comando e desses com Marinha e a Força Aérea (Luftwaffe), especialmente na conturbada figura de Goering, que planejava assumir o lugar de Hitler e não media conseqüências para atingir seus objetivos.
A falta de confiança, principalmente em relação aos generais mais antigos, chegou ao ponto de a Luftwaffe controlar a artilharia antiaérea e as tropas paraquedistas, tudo com o intuito de diminuir a importância da força terrestre.
Ainda nos capítulos iniciais fica destacada a rivalidade entre os antigos defensores do combate de infantaria e os favoráveis ao combate moderno dos blindados e tropas mecanizadas, embate entre os oficiais mais antigos e os mais modernos, o que também ocorreu no exército inglês, talvez até com mais intensidade.
No decorrer da obra, são expostos vários relatos sobre as principais campanhas e batalhas da segunda guerra mundial, a ordem de Hitler para que a ofensiva dos Panzer parasse e dessa forma salvou a Grã-Bretanha, permitindo a evacuação das tropas cercadas em Dunquerque para a Inglaterra.
O fracasso de Rommel na África do Norte, causado pela estrita prioridade do führer para o teatro de operações russo, dificultando sobremaneira a atuação alemã no continente africano.
Os inúmeros motivos do fracasso da operação Barbarossa ( invasão da Rússia), especialmente o atraso no início das operações, a discordância de objetivos entre Hitler e o alto-comando, a inclemência do inverno russo, as péssimas estradas, as poucas ferrovias e a sua diferença de bitola, o apoio logístico alemão sobre rodas e tração animal, a pretensa superioridade aérea alemã que nunca se concretizou e o desdenho em subestimar a capacidade das tropas russas.
Os erros da Normandia, onde as intervenções de Hitler facilitaram o desempenho aliado, juntamente com as divergências entres o comandantes alemães responsáveis pela defesa da fraca ? muralha do atlântico?.
E por final, a última cartada do führer, a investida das Ardenas, onde ficou notório o motivo principal da derrocada alemã, hitler planejou a operação toda nos mínimos detalhes, até o horário de início do ataque, caracterizando assim o colapso total do comando militar das tropas germânicas. Como conclusão, pode-se afirmar que a liderança alemã na guerra foi um total fracasso na condução da grande estratégia, acompanhada por notável, embora irregular, desempenho estratégico e tático


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