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Sobre o Islã



Neste livro o jornalista Ali Kamel, confirma seu gosto pela polemica e pesquisa, ao fazer a avaliação sem preconceitos sobre o tema. Kamel está apto a se arriscar: é brasileiro, filho de pai sírio muçulmano, mãe católica e casado com judia. Essa diversificação cultural o ajudou a ver onde as religiões se tocam e onde se afastam. O livro começa leve, e na sua primeira metade é composto do histórico das origens comuns das três grandes religiões. Discorre sobre sunitas e xiitas, avalia os costumes como o apedrejamento de mullheres, o uso do véu e faz comparações entre o Velho Testamento e o Alcorão. Constata que a desconfiança da cultura islâmica pelo ocidente é a insistência dos estudiosos em ressaltar as diferenças e não as semelhanças. Diz ser imprescindível separar o Islã histórico de um grupo radical que autoritariamente fala em seu nome. A maioria das pessoas acha que o islamismo é uma religião violenta e que Alá manda os muçulmanos saírem matando infiéis e ameaçando civilizações do outro lado do mundo: procurem no Alcorão algum trecho que autorize tais aventuras. ?Combatei pela causa de Deus aqueles que vos combatem. Porém não pratiqueis a agressão, porque Deus não estima os agressores.? Este é um trecho literal do livro sagrado de uma religião de 1,1 bilhão de fiéis em todo mundo. São lidos e interpretados à 14 séculos e é interessante que um jornalista tenha que ir buscar no fundo da história, que os terroristas islâmicos mentem, usando pedaços de frases, para sustentar que Alá apóia suas ações. O que os leva a fazer o que fazem, não são os conselhos de Alá, é o totalitarismo. Kramel diz: ?Os radicais do Islã, não são perigosos porque são fanáticos, são perigosos porque são totalitários.? É imprescindível separar o Islã histórico de um grupo radical que diz, autoritariamente falar em seu nome. O livro está repleto de conclusões desafiadoras. Nos dois capítulos finais, Kramer aborda o mundo de hoje com Bush, Iraque, Ossama Bin Laden e Al Qaeda. Aí fica tenso. Ao fim de um mergulho em pilhas de documentos, ele bate de frente com o que a mídia vem dizendo sobre esse tema. Algumas de suas conclusões: Bush tinha fortes razões de agir como agiu (sobre a guerra do Iraque). Não ignorou a opinião dos outros na ONU, passou mais tempo esperando um apoio do que fizeram Reagan, Carter ou Clinton nas invasões de Granada, Haiti, Panamá, Sudão Bósnia... ?Sei que pareço antipático ao nadar contra a maré, num momento em que a opinião pública já condenou o governo Bush, mas para ser simpático não posso fechar os olhos para o que os depoimentos dizem.? Na avaliação dos motivos para invadir o Iraque foram deixadas de lado as pressões internas da vida americana. São fatores pró-guerra e uma análise a respeito, mesmo que para descarta-los aumentaria a discussão. Em algumas das perguntas do capítulo final, há respostas que soam insatisfatórias. Nada interfere no resultado final. O livro de Kamel esclarece que responsabilizar o islamismo, religião de tantos milhões de pessoas comuns e pacíficas, pela violência e o fanatismo de grupos terroristas é coisa de quem não entende o problema ou de quem gosta de guerra.


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