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A CONDIÇÃO HUMANA



Hanna Arendt demonstra a ? vida activa? em três atividades fundamentais: labor, trabalho, ação. Labor: processo biológico do corpo humano quanto às necessidades vitais como é o caso do alimento que depois de produzido adentra o corpo garantindo a vida e privando o homem da liberdade. Trabalho: artificialismo da existência humana. São bens duradouros que perpetuados no plano externo do corpo humano (diferente do labor). Ação: os têm relação com a política e a pluralidade, implícita à Gênese (...e macho e fêmea os criou). Para exercer a ação, era preciso estar livre do labor e do trabalho. O pensamento político pós-clássico demonstra diferenças entre o ensinamento de Jesus Cristo e Paulo de Tarso. Jesus Cristo: Gêneses 1:27 ? ?não tendes lido que quem criou o homem desde o princípio fê-los macho e fêmea?? (Mateus 19:12). Aqui está a relação com a ação (política ? polis). Paulo de Tarso (I Cor 11:8-12): ?Nem o varão é sem a mulher, nem a mulher é sem o varão?. Demonstração da fé relacionada com a salvação. Já Sto Agostinho ? refuta os dizeres da Gênesis 1:27, diferindo o homem do animal comum, pois este foi criado unum e singulum. A ação (futilidade necessária para poder pensar). Isto implica nas leis gerais da conduta, pois se houvesse um modelo-homem, todos seriam iguais em conduta. Voltando à três atividades mais importantes: Labor ? assegura a sobrevivência da espécie. Trabalho ? assegura à futilidade ? necessária para a ação. Ação ? funda os corpos políticos e gera a história da evolução. Labor, Trabalho, Ação ? produz o mundo em que os recém?chegados entram e que os estranhos encontram quando chegam. A ação está relacionada com a natalidade que é o centro do pensamento político inovado. A condição humana é está além daquela ofertada pela Terra, pois sem sua transformação o homem não pode seguir sua evolução. Portanto a ?vita activa? consiste na produção das coisas que condicionam o homem, razão pela qual ele precisa transformar a natureza e sua mudança para um outro planeta destituiria de sentido o trabalho, a ação, e o pensamento, posto ser o Humano condicionado às coisas feitas por ele mesmo. Uma visão que leva Sto. Agostinho a observar que homem tornou-se para si mesmo, uma questão insolúvel, pois podemos conhecer a essência natural das coisas, mas não do próprio homem. De nada valeria a cognição humana em razão da natureza das coisas, quando nos perguntamos: ?e quem somos nós??. Em respostas temos que, as definições da natureza humana levam a quase ?deidade?, percebendo-se que negar os conceitos da divindade definir a natureza humana como ?sobre-humana?, e não deixar de afirmar e existência de Deus. As condições da existência humana são: natalidade, mortalidade, mundanidade, pluralidade e o planeta Terra, porém estas condições não explicam o que somos uma vez que o homem não é absolutamente condicionado segundo a opinião da filosofia em contraposição a ciência. Cientificamente, sob condições terrenas, não parecemos terrenos, pois o Humano enxerga a natureza terrena de fora para dentro e não do seu campo natural para fora.


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