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Vicente de Paula, Luís XIV e a América



O capitão Binot Paulmier de Gonneville trouxe da América Essomeriq, filho do cacique carijó Arosca. Essomeriq, batizado como Binot Paulmier, acabou tornando-se o herdeiro total dos bens do capitão Gonneville que não possuía filhos, vejamos como foi: Em 1521 o padrinho achou que o afilhado devia estabelecer-se na vida. Arranjou-lhe uma noiva, provavelmente sua sobrinha. A união deu certo. O casal teve 14 filhos. Antes de morrer o capitão Binot Paulmier de Gonevville legou a Essomeriq , que já era Binot, também o seu sobrenome ?Paulmier ? as armas da família, presumivelmente uma palmeira de sinopla sobre fundo de ouro, e diversos bens materiais. Com isso o capitão queria redimir-se do juramento não cumprido de levar Essomeriq de volta. Na verdade ele tentou montar outra expedição mas não teve apoio. Essomeriq-Binot teve uma longa existência, vindo a falecer somente em 1583, com a idade de 95 anos, o que mostra ter se adptado bastante bem ao clima e às condições de vida na França. Seu filho Binot Paulmier casou-se com a aristocrata Jeanne de Robillard, de quem teve vários filhos. O mais velho Jean-Baptiste Paulmier, foi presidente dos tesoureiros da França na Provença e casou-se com a Marquesa de Andréa Foi este que carregou os documentos originais da família para o sul da França. Seu irmã caçula casou-se com a Senhora Marie Collet. A Senhora Marie Collet p´rotestou contra um imposto que lhe cobravam por ser estrangeira provando ser descendente de um príncipe ameríndio que ficou na França por uma promessa não cumprida de um francês. Depois de muito remover o baú da história a assessoria de Luís XIV respondeu reconhecendo a família como descendente de um príncipe que aqui ficou contra sua vontade, isentando-a do imposto. A geração de Essomeriq-Binot fundira-se perfeitamente na aristocracia francesa. Em 1632 Olivier Paulmier e Marie tiveram seu primeiro filho, Jean Paulmier, de um total de cinco. Jean manifestara uma vocação precoce e, desde a adolescência decidira seguir a carreira religiosa. Fascinado pela história do avô redigiu um memorando sobre a descoberta de Gonneville e a necessidade de mandar missionários para aquelas terras que tão bem tinham acolhido os cristãos. Em 1658, com apenas 26 anos Jean já era Cônego na Catedral de Liseaux com uma renda pessoal confortável. Vicente de Paula prometeu que enviaria o memorando ao Papa mas morreu antes em 1660 sem ter podido cumprir a promessa. O aristocrata Cabart de Villemort escreveu sobre o Abade neto de Essomeriq: ?Era muito erudito e tinha grande conhecimento das relações exteriores. Nunca conheci ninguém mais instruído que ele sobre as navegações de longo percurso e relações de viagens. O memorando de Jean Paulmier foi impresso como livro em 1663 pelo historiador Denis Godefroy, sem Jean saber . Outro descendente de Essomeriq teria matado em duelo um opositor tendo que fugir da França. Já disseram também que ele teria casado duas vezes. Como morreu muito velho é provável que tenha ficado viúvo e casado de novo.


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