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Rio de Janeiro: o resgate da Cidade Maravilhosa




Rio de Janeiro, 1o de Março: 443 anos de Cidade Maravilhosa

É normal, nos seus aniversários, as pessoas refletirem sobre suas vidas, seus sucessos e alegrias, e outras experiências que serviram de lição para uma vida melhor. Então, neste 1º de Março, não custa puxar pela memória o Rio de Janeiro que tanto amamos, por ocasião da comemoração de seus 443 anos de fundação.
Houve um tempo, não muito distante, em que o sonho de todo o brasileiro era viver, ou pelo menos conhecer, o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa. E o Rio era a Cidade Maravilhosa indiscutivelmente, a cidade mais bonita do mundo, disparado, o local do povo irreverente e cordial, feliz só por ser carioca. Era suficiente ser carioca, era status, era orgulho. Quem viajava pode lembrar que mencionar o Rio de Janeiro lá fora bastava para causar frisson, para usar um termo bem da época.

É certo que uma cidade tão linda, com vistas tão espetaculares, não deixaria nunca de ser admirada. A questão não é esta. O ponto é que, com o tempo o imaginário popular sobre o Rio foi se deslocando aos poucos do paraíso para o inferno, com passagem até pelo purgatório. Hoje é provável que a primeira imagem, quando se menciona a cidade, seja da guerrilha urbana, do tráfico, da bala perdida e da vida nas favelas. E o pior de tudo é a sensação de que o buraco é mais embaixo.
Quando passamos pela Cidade da Música, no entroncamento da Avenida das Américas com a Ayrton Senna, no coração da Barra da Tijuca, ano após ano, nos deparando com aquele gigante adormecido, um titanic de concreto, de estruturas inacabadas, emparedadas por tapumes, poderíamos, sim, imaginar que aquela obra estava prestes a se transformar em um insaciável devorador recursos públicos. Ainda assim, não levantamos uma palha sequer, não houve questionamentos sérios sobre o projeto, cuja obra vem se arrastando por tanto tempo, exposta aos olhos de quem quisesse olhar. Este é um exemplo emblemático da nossa total falta de responsabilidade, com respeito às ações do gestor destes recursos.
Quer dizer, votamos no prefeito gestor e depois viramos as costas para os assuntos de sua gestão, mesmo que sejam assuntos de R$500 MILHÕES? Foi exatamente o que ocorreu. Se nem MEIO BILHÃO DE REAIS nos comove, a situação é mais que preocupante. A democracia exige controle rigoroso por parte dos cidadãos e nisto não vamos nada bem.

Com tantos desvios do dinheiro público, entre obras superfaturadas, mensalões, verbas para ONG''s, cartões ''corporativos'', e muitas outras armações para ludibriar os contribuintes, agora vem o Lula ''palpitando'' que legislativo, executivo e judiciário não devem meter os narizes uns em assuntos dos outros. Nunca, na história deste País, como o presidente vive repetindo, se ouviu uma tão infeliz declaração, vinda de quem veio, que vai de encontro ao próprio conceito da democracia. Esta declaração já passa dos limites, já não é língua afiada, é língua solta, de quem fala muito, sem compromisso com as conseqüências.
É por onde mais incomoda o presidente, justamente aí que pode estar a raiz da solução. Quando poderes da república, exercendo suas prerrogativas, fazem questionamentos entre si ? o chamado ?cross checking?, tipo uma checagem cruzada - deveríamos aplaudir de pé, porque demonstra que a república está viva, atenta à sua condução.
O sistema tem os mecanismos necessários que, certamente, podem ser aprimorados. Imagine toda a inteligência e tecnologia desenvolvidas pela Receita Federal utilizadas não só para a arrecadação de impostos mas, também, no controle de seus gastos.
Para um passo desta natureza, a sociedade tem que se envolver com a sua administração. É uma questão de gerenciamento público, é responder a pergunta sobre quem é ?o fiscal que fiscaliza o fiscal?. A sociedade, praticando a cidadania, é a entidade que fiscaliza todos, através da efetiva participação popular, sobre os atos dos gestores públicos. Os instrumentos estão aí, é uma questão de fazer o que tem que ser feito.
Este seria um grande presente para o Rio de Janeiro. Que o amor dos cariocas seja um amor de verdade, um amor com compromisso, um amor de ação. Já vimos que votar só, não basta. É como largar um filho no mundo, é no que políticos soltos se transformam. Tem que educar, apontar os caminhos e checar o tempo inteiro. Caso contrário, viram caso de polícia.
Para os aniversariantes deste 1º de Março, e dos demais dias do ano, certamente melhor do que ter boas memórias para preservar, é poder acreditar que ainda há muito por ser feito. É acreditar que está em nossas mãos fazer deste um mundo melhor.
Eduardo Buys edubuys www.varejototal.zip.net


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