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A liderança americana no mundo




Existe uma descaracterização no campo educacional, especificamente na ciência e tecnologia nos Estados Unidos, enquanto outras nações se apresentam fortes neste campo. A China e a Índia juntas formam anualmente aproximadamente um milhão de engenheiros ao passo que os Estados Unidos formam anualmente apenas 7% desse contingente. Há quem veja esses sinais como decadência cultural. Há quem diga que os Estados Unidos não somente perderam o interesse nas coisas básicas e até nas ciências, mas perderam também o costume de poupar e hoje se comportam como uma sociedade pós-industrial, especializada em consumo e lazer.



Para termos uma idéia há mais formandos em direito, educação física e esportes do que em engenharia elétrica ou qualquer outra engenharia de ponta. Tudo isto ainda não provocou um impacto redutor no crescimento do PIB americano que nos últimos vinte anos tem se mantido acima do crescimento da Alemanha, frança e Japão. Contudo, os Estados Unidos ainda lideram o mundo em produtividade, lucros, tecnologia, inovação e pesquisa. China ainda não concorre com os Estados Unidos em pé de igualdade em nenhum desses itens. Dentre as vinte melhores universidades do mundo 18 são americanas. O investimento em educação com relação ao PIB é maior do que a Europa e o Japão. Os melhores cientistas em computação se formam nas universidades americanas. Nem a china nem a Índia têm condições de criar nas próximas décadas universidades de renome. Enquanto à tecnológica, todas as nações avançadas tiveram acesso à internet, mas o Google , o Ipod, e o Iphone foram inventados nos Estados Unidos e a parceria entre universidades e a empresa privada permanece imbatível. Não há de fato país mais próspero na história moderna da humanidade do que Estados Unidos da América.



No aspecto demográfico, os Estados Unidos é a única nação industrializada que não terá problemas com a força de trabalho ou redução da população nas próximas décadas, graças á imigração. Para isso realmente acontecer é necessário que exista uma política, por parte do governo, que favoreça o imigrante como também será necessário que a nação americana, como um todo, mude de comportamento e pare de perseguir os imigrantes. A população da Alemanha e o Japão terão um decréscimo de 12% na sua população até 2050. A china enfrentará problemas com a grande quantidade de pessoas idosas. A política do planejamento familiar da china, que obriga cada casal a ter apenas um filho, provocará problemas sérios na população; quatro avos, mãe e pai serão sustentados por apenas um trabalhador.



Os Estados Unidos produziram um quarto da produção mundial durante 12 décadas. Isso mudou, porque atualmente o mundo econômico é aberto à competição, as nações estão tirando proveito desta situação, muitas delas aderiram bem ao capitalismo. Graças ás novas tecnologias e também pelo fato do mundo ter se tornado uma aldeia global, grandes contingentes de população de várias nações competem abertamente com o emprego dos americanos. A china e a Índia possuem uma oferta de mão-de-obra extremamente barata para os padrões americanos. Neste aspecto os Estados Unidos nunca poderão competir com a china e a Índia. Jamais um profissional americano se submeterá a ganhar abaixo do padrão americano.



Nas últimas sete décadas os Estados Unidos enfrentaram questionamentos, especulações e preocupações quanto a sua liderança no mundo. A primeira foi quando a União Soviética lançou ao espaço o seu primeiro satélite. Os Estados Unidos sentiram-se fragilizados e na década seguinte aproveitando o clamor da guerra fria, supostamente, enviaram o homem à lua.  A segunda foi nos anos 70 quando o preço do petróleo subiu assustadoramente, a recessão ameaçou, e o crescimento era relativamente baixo, levando-os a crer que a Europa e Arábia Saudita seriam as forças do futuro. Pensava-se, nessa época, num poder multipolar. A penúltima onda de especulação e preocupação foi na década de 80 quando a maioria de especialistas pensavam que o Japão seria o líder do futuro em tecnologia e economicamente.



Os Estados Unidos sempre estiveram atentos para reverter estes acontecimentos e sempre saíram adiante, mas um dos primeiros erros fatais que iniciaram a desmistificação do império americano foram os escândalos Enron e Anderson. A partir daí o mundo começou a captar rapidamente quão vulnerável era a nação americana. 


Atualmente existe uma nova especulação, um novo questionamento no mundo que pressupõe que o dólar fraco é um sinal de decadência. O historiador francês Emmanuel Todd diz que a ?queda do dólar não seria a causa, mas uma revelação do declínio americano?, essa posição seria um fator de preocupação, mesmo o mundo sabendo que os franceses são reconhecidamente antiamericanistas.



Os problemas que os Estados Unidos enfrentam requerem soluções drásticas, o país está à beira da bancarrota, a taxa de poupança é zero, os empréstimos tomados do exterior beiram os 80% da poupança mundial, sem falar nos déficits que enfrentam há algum tempo. Apesar desse quadro assustador nenhum desses problemas é sinal de decadência, tudo isso é apenas o reflexo de uma política governista mal elaborada que para ser corrigida necessitaria de medidas duras e impopulares que resultem numa política inovadora que permita criar novas indústrias, novas tecnologias, novos empregos, novas estratégias, como foi no passado. É bem provável que esta seja mais uma onda de preocupação e especulação quanto à liderança americana no mundo.




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