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A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL e a esculhambação de nossa História





Este ano comemora-se o bicentenário de chegada da família real portuguesa ao Brasil. Entretanto, pelo menos por enquanto, a mídia brasileira que retratou esse momento, só fiz ridicularizar ao extremo a figura de D. João VI e sua corte.
O filme Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, de Carla Camurati e a minissérie levada pela TV Globo ?Quinto dos Infernos?, que tratam da chegada da corte portuguesa por aqui, preferiram desvalorizar D. João VI, ícone de nossa história, e pautar toda a corte como um antro de espertalhões, imorais e vagabundos, na qual jamais existiu qualquer sinal de inteligência e decência. Retrataram D. João VI como uma figura grotesca, desarrumada, um glutão contumaz, sem qualquer iniciativa e nenhuma norma básica de higiene e asseio. Num país analfabeto de sua própria História o filme mencionado é levado às escolas, então, a imagem que se tem do Rei por aqui é a mais ridícula possível. Não mereceu destaque, nessas duas obras, o enorme progresso que o Brasil experimentou com a chegada de D. João ao nosso país. Esqueceram de dizer que ele era tão esperto, que foi o único a conseguir enganar Napoleão Bonaparte, pois a mudança da família real para o Brasil, planejada e executada com sucesso, deixou aquele imperador perplexo. Não falaram o quanto ele fez pelo país, nem que tão logo chegou ao Brasil, criou a primeira Escola de Medicina, ainda na Bahia e, em seguida, a do Rio de Janeiro, pondo fim ao bloqueio educacional que impediu por mais de 300 anos a existência de cursos superiores no Brasil; que elevou o país a Reino-Unido de Portugal; que abriu os portos às nações amigas; que criou a Biblioteca Nacional; o Banco do Brasil; o Jardim Botânico; a Imprensa Nacional; D.João VI lançou as bases para o Estado brasileiro e transformou o Rio de Janeiro numa verdadeira metrópole econômica e cultural. Não mostraram, em nenhum momento, o monarca como político habilidoso que era.
D. João VI foi um ser humano com muitos defeitos, usou de muitas artimanhas para se manter por aqui, mas nada deve tirar dele o mérito histórico de ter dado o pontapé inicial em favor da independência do Brasil, uma nação que praticamente não existia antes de sua chegada.
Em qualquer nação séria a figura desse Rei seria intocável, objeto das mais respeitosas homenagens e da deferência de todo um povo, só que vivemos num país que não se sabe respeitar e, parece, que o que interessou a quem o retratou até agora foi ganhar dinheiro explorando a ignorância involuntária da maioria dos brasileiros que não conhece a História Oficial de nossa pátria.


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