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?Uma experiência pré-escolar dirigida às crianças de meios desfavorecidos?



De um modo geral, todos acreditamos que basta querer ultrapassar dificuldades, para ultrapassá-las. ?Self made man? é a expressão usada para definir estes indivíduos com bastante vontade para enfrentar a sociedade.
O que podemos definir como vontade ? A vontade é a capacidade de superar as dificuldades e triunfar na vida. Para os indivíduos de meios carenciados, a vontade, tem um peso muito maior; as más condições onde vivem criam neles, desde crianças, barreiras internas que desde cedo fazem o subproletário formar uma imagem negativa de si próprio.
Estas pessoas são, desde a infância, acusados de falta de vontade pelos seus superiores que quase sempre se esquecem do meio de onde estes vieram. As crianças transmitem aos outros falta de confiança em si, ou seja, o reflexo da sua vontade, que por sua vez é o reflexo do sítio onde vivem. Durante a infância , são alvo de muitas privações a todos os níveis; estas privações são obstáculos, que transformam um ?eu?, que poderia ser forte, com força para lutar contra as dificuldades da vida, transforma-se num ?eu? fraco, sem força para lutar e triunfar na vida.
As más condições de saúde juntamente com as condições precárias de vida, aumentam ainda mais, a luta do quotidiano. As doenças sofridas por estes indivíduos, são aquelas doenças que normalmente se associa à pobreza, como por exemplo a Tuberculose. Todas estas situações fazem com que a imagem negativa de si, se confunda com a imagem do seu corpo, criando assim vergonha do seu próprio corpo; as crianças associam-se com os seus pais, adultos que passaram também pelas as mesmas privações que eles e que agora se sentem exactamente como os filhos, os filhos vendo os seus pais, reforçam ainda mais a imagem negativa que têm de si.
Crianças com estas características, nunca se vão tornar adultos capazes de viver bem em sociedade, porque os pais não passam aos seus filhos, apenas a falta de dinheiro e falta de cultura, passam também uma imagem ?denegrida? de si. Raros são os que passam alguns valores importantes para a vida futura.
A escola, em vez de transmitir algo de bom para os alunos destes meios, ainda os deprime mais, ou seja, em vez de os encorajar a tirar boas notas, quando recebem uma má nota, a escola inferioriza-os diante das outras crianças, o que não vai contribuir pela positiva para se tornarem adultos capazes de enfrentar as dificuldades profissionais, que um dia vão se deparar.
O que fazer para tentar que estas crianças se tornem cidadãos aceites nas sociedades exigentes de hoje em dia?
Nos anos 50, em Paris, foi criado o Movimento ATD ?Quarte Monde?. Este movimento, pretendia ajudar crianças e adultos, a enfrentar a realidade com mais possibilidades de sucesso, criando para isso, equipamentos pré-escolares, para as crianças e equipamentos culturais para os adultos. Para obterem o sucesso desejado, estes equipamentos não são suficientes, é necessário usar toda as suas forças, se realmente quiserem sair da pobreza. As pré-escolas tinham como o objectivo, para as crianças, lutar contra o insucesso escolar, que como já foi referido em cima, contribui para a vida profissional com sucesso no futuro. Os equipamentos culturais foram criados para os adultos se exprimirem acerca dos seus problemas e servem para ficarem a saber utilizar instituições e meios, que os podem ajudar a encontrar soluções para que a sua vida possa melhorar. As pré-escolas pretendem a participação dos pais nas actividades, para que, pais e educadores possam falar das crianças e dos seus problemas; ao debaterem os problemas, os pais, vão lutando contra a sua ignorância e vão fazendo com que retomem a sua capacidade de serem pais responsáveis, em vez de se sentirem inferiorizados, face aos especialistas. Sendo pais responsáveis, estes adultos, encontram novamente, juntamente com outros apoios, uma esperança de vida para eles, onde se sintam prontos para resolver problemas. Estes serviços passam a ser conhecidos como ?UNIDADES CULTURAIS? e ?ESCOLAS CULTURAIS?.
Outra maneira de interferir na vida dos subproletários, é entrar dentro de suas casas, ou seja, introduzir nas suas casas: Ajudantes familiares. Estes ajudantes, requerem tacto e imaginação para conseguir alterar os comportamentos destes indivíduos; indivíduos rebaixados, inferiorizados. Esta capacidade de alterar comportamentos é chamada de Função Terapêutica. As Ajudantes Familiares têm de conseguir manter um diálogo que inspire confiança, para que experiências passadas sejam pelo menos esquecidas, logo que se fale nessas mesmas experiências.
As Ajudantes Familiares têm de quebrar o isolamento e partilhar o saber, além de terem conhecimento cientifico de ciências sociais e também o funcionamento desses mesmos serviços.


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