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O futuro do trabalho



O FUTURO DO TRABALHO Marjorie Jouen e Benedicte Caremier Parte I: O futuro do trabalho de acordo com a literatura científica Pode o trabalho, especialmente o trabalho assalariado, que tem sido o molde das sociedades ocidentais desde a revolução industrial, continuar a ter suas regras tradicionais agora que milhões de pessoas estão desempregadas, ao menos na Europa? Isso não deveria ser base de coesão social? Se sim, quais políticas deveriam ser seguidas para assegurar que o maior número possível de pessoas tivessem um emprego? Ou deveria essa esperança justamente ser abandonada? Mas então o que vai substituí-la? Encontrar respostas a essas perguntas é um estágio vital no desenho do modelo social Europeu que, junto com aspectos monetários e econômicos, é uma parte essencial da União Européia. Há discussões entre membros de diferentes grupos. Com o objetivo de basear recomendações eventuais advindas de estudos melhores que pressupostos ideológicos, 3 revisões de literatura científica foram comissionadas de pesquisadoras da França, Alemanha e Finlândia, com suas variadas visões (sociológica, legal, econômica e tecnológica) que podem traçar algumas linhas de recomendação para a Comissão. Em um primeiro momento, extrairemos as melhores idéias de cada um dos 3 estudos, da maneira mais consistente possível, e então olhar em maiores detalhes de questões disciplinares que eles levantam. Os principais critérios da literatura científica O modo em que cada trabalho evolui na sociedade depende, primeiramente, de fatores econômicos e tecnológicos (1.1), os quais têm maior implicações para a sociedade (1.2) e conseqüentemente clamam por novos métodos de regularização (1.3).
1.1 As conseqüências do desenvolvimento econômico no trabalho atual (visão econômica e tecnológica) Nos últimos anos, um novo modelo de organização produtiva foi introduzido, baseado em produção padrão e escolha visando o suprimento. Pessoas começaram a questionar sobre organizações e formas de emprego. Primeiro, a resposta tende a favorecer o modelo de companhias em rede, onde a rede é formada por negócios financeiramente independentes, com o mesmo valor em corrente: cada companhia especializada em um ramo, e todas ligadas por uma série de transações umas com as outras. Semente que mantém sociedades tradicionais unidas. Emprego regular. Há forças contra este tipo de empresa, porque quem está de fora tem seus próprios riscos e dificuldades. Também vemos urgência de novas regras de cooperação entre as companhias da mesma indústria ou mesma localização geográfica. Há entidades comerciais que fazem a barganha coletiva mais difícil, e tendem a fazer as empresas sentirem que não têm responsabilidade sobre seus trabalhadores. Talvez isso afete mais multinacionais que pequenas empresas. De qualquer maneira, coloca um perigo real no senso da atividade coletiva através do trabalho. Segundo, a forma tradicional de contrato de emprego está se quebrando. A sociedade de informação põe dúvidas em certos assuntos básicos referentes a natureza do emprego regular. Ainda podemos assumir um local fixo de trabalho, horário de trabalho e um contrato com final em aberto? O desafio é tão grande que há quem fale em morte do trabalho assalariado. O futuro do trabalho pode pertencer ao auto-empregado, com contratos comerciais melhores que os baseados em salário. Há sinais de que o trabalho esteja se tornando mais individualizado e autônomo, como o exemplo do tele trabalho. Há duas formas de insegurança: situação precária dos negócios e contratos de emprego que enfatizam a autonomia do indivíduo mas faz mais difícil que alguém entre na demanda de serviços anunciados pelas empresas. Beaujolin: (maioria) melhor caminho para resposta das inseguranças é adquirir qualificações individuais. Argumenta que o indivíduo precisa se ajustar a nova ordem econômica pelo desenvolvimento de suas habilidades e sua capacidade de trabalhar sobre elas. Isto, acredita ele, é uma resposta sobre a questão do Fim doTrabalho ( Jeremy Rifkin). Duas soluções: Expansão do setor terciário Cortes nas horas de trabalho (negociação local, compensação parcial de perda de salário, e medidas para garantir que contribuições sociais tenham efeito neutro por um dado período de tempo.


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