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Benito Mussolini o Fascismo



Depois da 1ª Guerra Mundial, a Itália enfrentava graves problemas económicos. A desmobilização dos contingentes militares engrossou o número de desempregados; a inflação, as greves, a agitação social, eram problemas que o governo não conseguia controlar. Surge então na vida política um ex-combatente da Guerra, e ex-militante do Partido Socialista, donde fora expulso: Benito Mussolini, Em 1919 organiza um movimento que depois transformou em partido: o Partido Nacional Fascista. Aproveitando o clima de agitação social que se verificava no Norte (greves e ocupações das fábricas) e no Sul (ocupação de terras), os grupos fascistas organizam uma campanha de assassinatos e violências contra os comunistas e socialistas e reclamam o poder. Em 1922 Mussolini organiza com os seus partidários uma marcha sobre Roma (em que tomaram parte cerca de 50000 camisas negras), que significou um autêntico & laquo;golpe de Estado& raquo;: o rei Vítor Manuel III convida-o a formar governo. Inicia-se então na Itália a ditadura do Duce que leva à prática os princípios fundamentais do fascismo:
- Primazia do Estado sobre o indivíduo "Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado";
- Culto do Chefe, que concentra todos os poderes e a quem tudo se submete;
- Militarismo: importância das milícias armadas às ordens do Chefe (os «camisas negras»);
- Nacionalismo e imperialismo, em ordem a fazer uma Itália grande, herdeira das glórias da Roma antiga.
Estes princípios levaram à supressão dos partidos da oposição, à criação de uma polícia de Estado que exercia repressão sobre os inimigos do regime, à imposição de uma rígida censura sobre escritores e jornalistas, enfim, ao totalitarismo. Opondo-se aos ideais da democracia, do parlamentarismo e do liberalismo, negando a luta de classes, o fascismo italiano substituiu o Parlamento por uma Câmara Corporativa, em que os deputados representavam associações patronais e sindicatos. (Com este sistema de «colaboração de classes» pretendia destruir o sindicalismo operário.) O corporativismo foi também o regime adoptado por Salazar, em Portugal. A propaganda foi um dos fortes esteios do regime fascista, especialmente na exaltação do Chefe e do orgulho nacional. As tendências militaristas e imperialistas do fascismo italiano (em 1935 Mussolini empreendeu a conquista da Abissínia) foram uma das causas da 2ª Guerra Mundial.


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