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Migrações INTERNACIONAIS E NACIONAIS - (Geografia de população)




Tema amplo e de difícil avaliação as migrações Internacionais e nacionais são uma constante entre os povos de todas as épocas. O período analisado se refere a grandes movimentos ocorridos no período que teve início com a expansão colonialista (séc. XV), até meados do século XX com uma reorganização no pós guerra, mostrando algumas diretrizes desses movimentos nas décadas de 1950/1960.

As Migrações Internacionais são movimentos que implicam na travessia de fronteiras entre países e também de oceanos e entre continentes. Como implica em deixar registros nos postos de fronteiras é possível estabelecer uma estatística, o que nas migrações Nacionais não ocorre, dependendo dos censos que são realizados a cada dez anos e não são precisos.

Migrações Internacionais as de caráter permanente exigem uma adaptação ao novo meio ambiente, aos costumes, língua etc, o que procurou ser superado com a instalação de colônias de imigrantes da mesma região de origem. Ex. os poloneses que se instalaram no norte da França (1920/30) para trabalhar nas minas de carvão - migraram famílias inteiras e também professores, sacerdotes, etc, mantendo suas tradições e língua. Eles pretendiam voltar ao país de origem, mas devido à guerra tiveram que ficar e se integrar à nova pátria. Outro ex. é o dos alemães no sul do Brasil e norte da Argentina; as comunidades suiças nos EEUU e região temperada da América do Sul. Nas migrações temporárias internacionais os indivíduos procuram trabalho em outro país para ganhar dinheiro e voltar com recursos para viver tranquilos em seu país. Foi o que fizeram muitos italianos. gregos, búlgaros, albaneses que migraram para a América antes da guerra. O povo basco tem esse hábito também. Em geral a segunda geração permanece no novo país. Os argelinos migraram em massa para a França, permanecendo por três anos e regressando sem criar vínculos. O mesmo ocorreu entre México e EEUU. O caráter mutável dessas migrações deve-se a miséria reinante nas regiões de origem; porém os riscos a que se submetiam eram grandes e às vezes com resultados desastrosos especialmente para migrantes das regiões temperadas que iam para as regiões tropicais onde a febre amarela e a malária fizeram muitas vítimas na África Ocidental de colonização britânica, e no Brasil (Bahia),colonização portuguesa. Quando as condições de migração melhoraram, foram criadas inúmeras colônias de irlandese, judeus, italianos em Nova York e de alemães no oriente médio.De espontâneas, passaram a ser reguladas e patrocinadas criando-se políticas migratórias e barreiras a entrada de asiáticos e europeus nos Estados Unidos;o mesmo ocorreu com a entrada de trabalhadores entre países vizinhos na Europa (Polônia x França x Itália e França). A Austrália preferia os anglo-saxões dando-lhes toda assistência em centros de acolhimento por dois anos, até que estivessem perfeitamente entrosados e trabalhando para se manter, sendo considerados "australianos".

Outro tipo de migração foi o de transferência forçada como o do comércio de escravos. Em 1442 Portugal buscou escravos africanos para trabalhar na península Ibérica; 1517 para fornecer mão de obra para a América; 1620 a 1850 os ingleses com o "comércio triangular" causaram o despovoamento litorâneo da África Ocidental, enquanto que na parte Oriental da África, árabes e hindus buscavam mulheres, crianças e eunucos para os harens do Oriente Médio. Calcula-se em 20 milhões enviados para o Ocidente e de dez a quinze milhões para o Oriente.

No pós guerras houve a evacuação de algumas áreas: ex. os moradores da Alsácia-Lorena (1870) parte levada para a França e parte para a Argélia. Em 1923 um milhão de gregos voltou da Ásia para a Grécia e os turcos ocuparam a região.Em 1956 havia mais de 15,5 milhões de alemães refugiados na Alemanha Ocidental e Áustria provenientes da Polônia, Techoslováquia, Hungria, Romênia, e região oriental soviética. A criação do Estado de Israel (maio-1948) atraiu migrantes internacionais. A India recebeu 17 milhões de exilados após a independência (1947).

Restrições aos chineses na América, os limitaram às regiões litorâneas no sudeste da Ásia. Fortes negociantes como os sírios e libaneses eles trabalham como intermediários. Os japoneses que foram obrigados a migrar devido a pequena área territorial o fizeram de forma planejada pelo governo que exigia a permanência em grupos. Os indianos graças à facilidade de língua tem ingressado na Grã Bretanha e África do Sul.

A maré européia a partir do século XIX foi direcionada para América sendo que em 1913 sairam 1.527.000 (italianos, britânicos, espanhóis, e austríacos). A migração foi tão intensa que atualmente há mais descendentes de europeus nos países para onde migraram, do que no próprio país de origem. Atualmente há uma limitação e controle de entrada de imigrantes sendo que a Austrália, o Canadá e o Uruguai é que tem regras claras.Os focos de atração mudam através dos tempos, porém continuam. As migrações Nacionais de uma região para outra tem-se prendido à vários fatores onde o processo de urbanização tem sido constante após a revolução Industrial. O fenômeno é universal criando a modificação do espaço ocupado para atender às necessidades de uma população em constante movimento,seja fugindo da miséria em busca de trabalho, de melhores condições de vida, lazer, etc. obrigando já a um processo de desconcentração dos centros urbanos.



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