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Conflito DE GERAÇÕES



Em artigo publicado em 1982 no vol. III do CEAG, o autor, prof. e filósofo fala do problema de conflito das gerações, numa análise da situação vivida na década de 60/70 pelos hipies, lembrando que conflitos entre gerações sempre existiram.

A cultura entre os homens se transmite de uma geração a outra pela Educação. Ou seja, todo contacto humano é educativo se promove o bem e a integração; e é deseducativo de dele resulta o mal e a desintegração. A Educação dissemina a cultura e a transmite de geração a geração - fenômeno social - , porém, essa cultura vai sofrendo adaptações e mudanças através dos tempos, resultando em conflitos entre as gerações. Esses conflitos são apenas uma consequência. Ele é um bem se produz o progresso e é um mal, se dele decorre a decadência dos usos e costumes. A juventude através dos tempos tem sido objeto de preocupação por parte de filósofos, sacerdotes, autoridades, etc., que deixaram registrados esses conflitos desde o tempo dos sumérios. Atitudes de rebeldia, radicalismos, falta de respeito, tirania, comportamento de malfeitores, preguiçosos, embrutecimento moral, etc, sempre ocorreram "por não terem que trabalhar para garantir o pão de cada dia"

A raiz de todo problema está na falta de sabedoria e na perda da capacidade de idear, levando sociedades a desaparecerem pelo acúmulo de condutas contraproducentes - demagogia, ócio, e principalmente ignorância, onde está e sempre esteve o problema do mundo.

Quando uma sociedade pouco se importa com a filosofia e dá mais valor ao "eu acho"..., ela acabará como acabou Tróia (já foram descoberta 7 cidades uma sobre a outra), Babilônia, o Império Romano, etc. Cita Ortega Y Gasset (A Rebelião das Massas) - "Este personagem que se comporta como "herdeiro", goza o ócio florescente que lhe criaram gerações sem juventude", vivendo em um tempo que todos creem capazes de realizar, mas não sabem o que realizar..."

Falta um desafio. Os sistemas fechados geram situações confusas, aleatórias, que sem um objetivo, um ideal superior, levam a sociedade a processo de entropismo. Uma nova filosofia para ser seguida e ao mesmo tempo que seja antiga por pertencer a uma civilização antiga é necessária. A moral é absoluta e está presente desde sempre nos Mandamentos de Deus; Aristóteles a trouxe para a filosofia, fazendo-a derivar-se dos costumes; na Renascença levaram-nos a crer que a Razão é deusa, e que a ciência e a tecnologia poderiam produzir o Paraíso aqui na Terra. A Doutrina da Evolução criou milhões de ateus, de materialistas, agnósticos - e como ela é meia verdade, é preciso ligá-la ao Criacionismo.

Como fazer essa tarefa junto ao homem moderno? - Uma reforma do homem tornando-o sábio (não erudito). Sábio!

Sem lei e sem moral, não há sociedade. O "achismo" leva a um arbítrio anárquico, sendo que o homem que diz "eu acho", se apresenta como medida, fundamento em função do qual ele vai aferir o que lhe é proposto, colocando-o numa posição de usurpador do poder divino, o único que pode fundamentar a moral. As civilizações tem convivido sempre com a pobreza e com a fome. Nenhuma sobreviveu sem Moral. A rebelião da juventude sempre existiu; os jovens vão forjando sua moral conforme o impõe os costumes.A instância superior é a moral cujos alicerces precisam ser justificados por filosofia nova, por novo pensamento - dar o testemunho. A juventude só encontrará seu caminho quando toda a sociedade for modificada. - Você sabe onde está seu filho?


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