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Dignidade HUMANA



Dignidade humana



O conceito de dignidade humana poderia seguir vertentes diversas, poderia seguir uma vertente filosófica, biológica, psicológica e ética. Justificando-se todas, pela DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM.


Nessa reflexão, não poderíamos deixar de interpelar sobre as transformações do conceito de vida, de humano, de vida humana social e as suas implicações ao nível do desenvolvimento, da solidariedade e equidade dos seres que habitam o mesmo Planeta. Vale salientar que essa noção de dignidade como característica comum a todos os seres humanos é relativamente recente, sendo por isso difícil fundamentá-la diante de um reconhecimento coletivo frente à herança histórica deixada pelas civilizações anteriores, colocando-se como cerne, o saber se a dignidade humana não será o modo ético como o ser humano ver-se a si próprio?


Numa reflexão filosófica, o conceito de dignidade humana tem fundamentos no mundo ocidental. Porém a história nos informa que nem sempre a dignidade humana foi respeitada, nem mesmo serviu de objeto de normas éticas ou legais de proteção, o certo é que a filosofia ocidental já tinha sua preocupação voltada para esta questão. Mas, para que essa viesse a obter visibilidade foi necessário um conflito mundial para uma tomada de consciência que levou à proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


A Kant (1724-1804), deve-se, através das suas críticas e análises sobre as. possibilidades do conhecimento, a partir dos seus questionamentos quanto: o que posso conhecer ? O que posso fazer? E o que posso esperar? Em suas obras: Crítica da Razão Pura; Crítica da Razão Prática e Fundamentação da Metafísica dos Costumes encontramos uma das contribuições mais decisivas para o conceito de dignidade humana, e Kant nos diz que:


"No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma


coisa tem um preço, pode pôr-se, em vez dela, qualquer outra coisa como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade" (Kant, 1991: 77).


Como podemos constatar, o próprio Kant reconheceu que, as respostas às questões colocadas dependiam do nosso conhecimento da natureza do próprio ser humano. O que posso conhecer, fazer ou esperar, depende, em última análise, da minha própria condição humana.


Poderíamos acrescentar a título ilustrativo que para , o ser humano é um valor absoluto, fim em si mesmo, porque dotado de razão, sua autonomia racional, é a raiz de sua dignidade, pois é ela faz do homem um fim em si mesmo.


Se passarmos a refletir a dignidade humana pela ótica biológica essa só é uma característica de cada ser humano na medida em que é passa a ser considerada como característica fundamental de toda a humanidade. Onde cada ser emerge com a sua própria dignidade dessa totalidade tendo consciência de sua humanidade.Daí a importância fundamental do processo de individualização do ser com capacidade de exprimir uma representação simbólica de tudo o que vê, conhece ou faz, que foi se estruturando ao longo das várias etapas e que trouxeram a humanidade até à etapa biogenética atual.


Numa perspectiva psicológica, sabemos que a psicologia tem por objetivo o estudo da atividade psíquica do ser humano. E está, poderá contribuir com suas reflexões para nos aproximarmos de uma melhor compreensão da dignidade humana de acordo com a visão própria que o ser humano tem de si como pessoa e em relação aos outros, sendo esta a base do estabelecimento relacional que se justifica na própria ética da dignidade humana.






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