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A concepção do eu



 

  Na Idade Média, acreditava-se que o destino era traçado por Deus. No Renascimento tal condição foi questionada e passou a existir a concepção de subjetividade privada:o nascimento do "eu". As crises passam de geração a geração, durante a evolução humana. O indivíduo é fruto de um movimento social, cultural e histórico, cujos aspectos interferem em sua vida.

  Segundo o psicólogo Éderson Ribeiro Costa, membro da Associação dos Psiclólogos da Alta Noroeste, estar sozinho, por exemplo, é ilusão. Tal sensação seria impensável na Idade Média, quando a liberdade era restrita. Tudo fazia parte de um plano maior, de um perfeccionismo disposto por Deus.Com essa idéia de Deus, onipotente e onipresente, nunca estamos sozinhos. Com o Renascimento, surgiu o humanismo moderno e a sociedade não deixou de acreditar em Deus, mas O colocaram em outro lugar: no céu. Aos poucos, as pessoas passaram a entender que eram responsáveis pelo rumo de suas vidas e criaram o conceito de privacidade, ou seja, ter um tempo para si mesmo.Surgiram os sentimentos de liberdade e, ao mesmo tempo, de solidão e responsabilidade, onde o homem deveria buscar suas próprias respostas, cujo tópico, é um dos principais elementos do humanismo. Já no século 19, o Romantismo assume uma visão contrária, anti-humanista, quando o "eu" aparece reduzido diante de algo maior, como uma paixão, uma determinada causa, uma nação, etc. O Romantismo é fundamental no desenvolvimento da interioridade e profundidade da alma humana, constituindo-se no que poderíamos chamar de individualismo. Portanto, a construção do "eu" ainda está em mutação.




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