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A conjuntura da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.



Os Estados Unidos não intervieram nos assuntos europeus até o começo da Guerra. Somente em abril de 1917, quando o presidente Woodrow Wilson declarou guerra à Alemanha, por ter perdido vários navios mercantes que foram afundados pelos submarinos alemães. Neste mesmo ano houve duas revoluções dentro de nove meses na Rússia: em fevereiro de 1917, a rebelião popular derrubou o monarca russo, substituído por um governo liberal-burguês; e em outubro, o Partido Bolchevique (mais tarde Partido Comunista) destituiu o novo governo e a ditadura do proletariado, tentando firmar a paz com os alemães.

Após assinarem a paz com o governo Bolchevique, os alemães atacaram o ocidente. A partir de 1916 passaram a usar tanques e aviões, conseguindo romper facilmente as trincheiras, podendo entrar em territórios inimigos.

Em março de 1918 avançaram bastante na frente ocidental e em junho, chegaram a invadir 46 km de Paris, porém havia as defesas aliadas norte americanas que os deteram, levando a guerra para outra direção. A Alemanha, bombardeada, começou a perder os aliados: Bulgária, Turquia e Áustria. No segundo semestre de 1918, a Alemanha tornou-se insustentável.

O bloqueio naval feito pelos Aliados causou falta de alimento na Alemanha, provocando diversos protestos. Em novembro de 1918, Berlim sublevou-se contra o governo monárquico, fazendo o imperador Guilherme II abdicar, formando um governo provisório, liderado pelo Partido Social-Democrata (socialista moderado), este partido proclamou a República Weimar, assinando um acordo de paz com os Aliados e suspendendo hostilidades, terminando com a Primeira Guerra Mundial.

Em janeiro de 1919, iniciou-se a Conferência de Paris, para estabelecer novas condições internacionais de convivência. Com a participação de somente nações vencedoras e de países neutros, com total de 32 governos constituídos de três líderes: o Primeiro Ministro da Inglaterra Lloyd Georg e os presidentes da França e dos Estados Unidos, Georges Clemenceau e Woodrow Wilson, respectivamente.

A Conferência de Paris declarou paz e reformulou o mapa da Europa. Quatro antigos impérios deixaram de existir. O Austro-Húngaro e o Turco-Otomano deram origem a diversas nações como a Tchecoslováquia e a Iugoslávia. Também aprovou a constituição da Sociedade das Nações, proposta pelo governo norte americano, procurando a paz.

Em junho de 1919, todos se reuniram perto de Paris para firmar o Tratado de Versalhes. Imposto pela França, o tratado foi assinado na Sala dos Espelhos, no palácio de Versalhes.

Com o acordo, a Alemanha perdeu a Alsácia-Lorena para a França e outras regiões para a Bélgica, Tchecoslováquia e Polônia. O corredor polonês atravessava o norte da Alemanha e ligava a Polônia ao Mar Báltico. O tratado obrigava a Alemanha a pagar indenização por causa da guerra e de entregar parte de sua frota mercante, de suas locomotivas e de suas reservas de ouro às nações vencedoras, proibia o governo alemão de ter marinha de guerra, tanques e artilharia pesada, fixando e exercito em somente cem mil soldados.

Morreram nove milhões de pessoas na Europa. A Primeira Grande Guerra marcou o fim da hegemonia inglesa no mundo. Apesar de ser vitoriosa na guerra, a Inglaterra foi perdendo sua supremacia para os Estados Unidos. A humilhação que a Alemanha passou gerou um espírito de vingança, o que culminou na Segunda Guerra Mundial.


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