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Considerações sobre a História da Educação Brasileira



Considerações sobre a História da Educação Brasileira


O sistema de ensino tal como existe hoje é em grande parte produto de forças históricas, econômicas e sociais que nem sempre operaram de modo consciente. De alguma maneira, o sistema atual de ensino é este porque é isto que a sociedade em seu conjunto exige.
Desde a fase colonial, a escola foi usada par impor e preservar a cultura transplantada e a educação servia como instrumento de reforço das desigualdades. A própria seleção de conteúdos não era apropriada para as diversas camadas sociais e, ao mesmo tempo, não preparava eficazmente para o mercado de trabalho.
A família patriarcal, a sociedade aristocrática e a autoridade sem limites dos donos da terra, influenciavam a escola que era frequentada apenas pelos filhos homens não primogênitos e com conteúdos que incentivavam o fortalecimento da memória, a reafirmação da autoridade e o apego as formas dogmáticas do pensamento. A repugnância pelas atividades técnicas traduziam-se em um ensino sem utilidade prática, que não perturbava a estrutura vigente.
Durante os primeiros séculos da colonização portuguesa no Brasil o ensino havia ficado a cargo dos padres da Companhia de Jesus em quase a sua totalidade.
O predomínio da educação jesuíta no Brasil foi quase absoluto até o ano de 1759, quando o Marquês de Pombal expulsou todos os padres da Companhia de Jesus de Portugal e de suas colônias. No lugar dos colégios da Companhia de Jesus foram criadas as aulas régias de Latim, Grego e Retórica, cada uma delas constituindo uma unidade, autônoma e isolada, pois uma não se articulava com outra nem pertenciam a qualquer escola
A partir de 1759, com a expulsão dos jesuítas e a introdução de leigos, a educação destinada prioritariamente a elite continuava com os mesmos objetivos religiosos e literário e com apelo a autoridade e à disciplina.
Além disso, agravava o quadro de nossa situação educacional o fato de que não havia, propositalmente, escolas técnicas nem superiores no Brasil, a imprensa era proibida e, além de, portanto, não se imprimirem livros no Brasil, era extremamente difícil obtê-los vindos do estrangeiro.
Em síntese, em um país de base agrícola, a educação não era considerada como fator necessário. Para os trabalhadores da zona rural, a escola não oferecia qualquer motivação.
No início do século XIX ,o filósofo norte americano John Dewey, foi o que levou mais longe a reflexão sobre as relações entre a democracia industrial moderna e a educação. A obra deste americano foi uma das principais fontes de inspiraçã Assim, juntamente com o otimismo pedagógico que tomou conta da sociedade brasileira na década de 20, as concepções educacionais dos principais líderes desta época no Brasil se baseavamconsciência dos fatores psicológicos envolvidos na elaboração dos métodos de ensino; crítica à cultura de fundo humanista em detrimento da científica; necessidade de colocar como fim da educação os fins exigidos pelo desenvolvimento da democracia industrial . . Lourenço Filho em 1929 publicou o mais importante livro teórico sobre a Educação Nova no Brasil, chamado ?Introdução ao Estudo da Escola Nova?, o qual teve repercussão também no estrangeiro.
A partir de 1920 a febre do otimismo pedagógico começou a tomar conta dos principais governos estaduais do Brasil, o que provocou uma série de reformas de ensino em vários estados da União. Embora, porém, cada Estado pudesse organizar um sistema completo de ensino desde o primário até o superior, tais reformas se limitaram sempre à estrutura do ensino primário e normal, porque todo o ensino superior estava na época no âmbito do Governo Federal, e o ensino secundário, por não ser obrigatório para a admissão aos cursos superiores, não passava de uma rede de cursos preparatórios, com exceção do Colégio Pedro II no Rio de Janeiro,
Em 1932 o texto do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por 26 educadores famosos, considera a Educação como uma função essencialmente pública, e pede a unificação do sistema nacional de ensino, assim como a laicidade, a gratuidade e a obrigatoriedade da instrução no Brasil, discute o problema da Universidade e dos erros de concepção envolvidos com o seu papel e o problema da formação dos professores, dentre outros
O primeiro Ministério da Educação no Brasil foi criado pelo governo de Getúlio Vargas em 1930. Para ocupar a pasta foi chamado Francisco Campos, o promotor da reforma do ensino primário em Minas Gerais em 1927. Como primeiro ministro da Educação no Brasil, Francisco Campos pôde, pela primeira vez, impor uma reforma a nível de todo o território nacional.
A partir desta data, cresceu a defasagem existente entre educação e desenvolvimento no Brasil., vinculadas às contradições políticas causadas pela luta entre as várias facções das camadas dominantes na estrutura do poder


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