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As estruturas políticas de Portugal na época moderna




Não podemos falar que houve um Pacto Colonial e nunca poderia ter tido, vez que a maneira de controlar todo esse mecanismo é impossível de ser realizado, como Portugal do outro lado do Atlântico poderia estar onipresente na colônia brasileira.


O autor começa sua defesa mostrando a ordem política de Portugal, que era de ordem natural e divina, ou seja, uma sociedade arraigada nas raízes camponesas, extremamente religiosos ? no caso Católico Postólico Romano ? e tradicionalista. Este modelo português moldava o social profundamente. Contudo, toda essa organização se vê posta ameaçada, pois com as novas idéias como a Reforma e o Renascimento acabam por esfacelar esta visão perfeita de mundo, mostrando que é mais sensato conceber a ordem social não como o reflexo do modelo português, mais sim como formas de acordos, onde cada coisa permaneça em seu devido lugar.


O homem por fim, deixa de ser parte do todo para ter seu próprio lugar, o individualismo, se servira de moldes para as novas relações sócias e políticas, surgindo uma nova idéia de Estado, onde esse constituiria numa organização de poder baseado na racionalidade, que por sua vez separou o publico do privado, quebrando os laços com o Antigo Regime. Se antes tínhamos uma centralização do poder, agora começa a surgir uma descentralização, uma movimentação de fato do poder.


O poder no período Moderno estava tão fragmentado, que juntamente com o rei, havia o poder exercido pela Igreja, o dos conselhos, dos senhores de terra, das instituições como as universidades, as corporações de artífices, e até mesmo o poder do chefe da família. Como a Coroa Portuguesa poderia estender seus olhos sobre cada ação de cada um? Simples, não podia, era impossível ter controle sobre cada um e como esses agiam.


O rei estava limitado politicamente, pois tinha que obedecer a Igreja, respeitar os direitos, enquadra-se na moral e ainda tratar seus súditos com amor, atenção e respeito.


Todo esse conjunto apresentado até este momento confirma a grande dificuldade de se pensar em um modelo colonial fluído, Hespana coloca a demora na comunicação entre a corte e a colônia; imagine ter que esperar uma resposta do d?Rei para decidir se o comerciante venderá ou não seu carregamento de bananas? Impossível ate a respostar chegar ou elas já estão estragadas, ou o comerciante já terá tomado a decisão de vender seja pra quer for, português ou não, pois até o rei saber o que aconteceu poderá levar meses ou ate mesmo anos.


De um lado Portugal, de outro o Brasil, separados por um Oceano de distancia, que para atravessá-lo demorava-se meses só de ida, sem contar que aqui na colônia havia as varias variantes de poder, este nas mãos dos latifundiários, comerciantes que resolviam seus próprias acordos. Pense comigo, se hoje com toda tecnologia disponível mal sabemos o que acontece em nossas fronteiras, avalie naquela época.


Com a leitura deste texto jogamos por terra qualquer modelo criado para tentar simplificar as relações entre Portugal e Brasil, não estou aqui dizendo que a figura do rei e seus agentes não estavam presentes no dia ? a ? dia da colônia, estou apenas concordando com o autor que havia gente demais desse lado, uma distancia enorme entre ambos, e fluidez de comunicação quase inexistente.




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