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A Pedagogia e o Método de Projetos



A partir da utilização do Método de Projetos, a aprendizagem passa a ser vista como um processo complexo e global, onde o conhecimento da realidade e a intervenção nela tornam-se elementos do mesmo processo, contrariamente às metodologias tradicionais que trabalham com conteúdos fragmentados, conduzindo a uma organização compartimentada de disciplinas. Nesse contexto, novos papéis são atribuídos a professores e alunos. O professor torna-se um pesquisador, dividindo com os alunos a responsabilidade pela construção do conhecimento. Quanto aos alunos, cabe-lhes desenvolver uma postura ativa perante o processo de ensino-aprendizagem e reconhecer que o professor não é mais o único a decidir sobre os caminhos a serem seguidos nem o centro absoluto do saber. Normalmente, os alunos estão de tal forma moldados às práticas tradicionais de ensino que se torna necessário um trabalho de esclarecimento quanto às novas abordagens inseridas pelo Método de Projetos. Podemos pensar em termos de Método ou de Pedagogia de Projetos, o que muda, entre um e outro, é a abrangência da implantação da metodologia, podendo chegar a uma mudança total na orientação filosófico-pedagógica da escola. O Método de Projetos pode ser implementado numa escola tradicional ou inovadora? Sim, como mais uma técnica de ensino utilizada periodicamente, conjugado com outros procedimentos, ou pode ser o procedimento principal e definidor do método da pedagogia da escola. No final das contas, o que definirá a pedagogia da escola será o conjunto de seus objetivos e propostas que orientarão, na prática, o tipo de educação que estará sendo oferecida aos alunos. Dessa forma, quando falamos em Pedagogia de Projetos, estamos nos referindo a uma lógica educativa bastante diferenciada do que se vem fazendo na maioria dos processos educacionais. Mudar a lógica educativa significa romper com tradições e a Pedagogia de Projetos apresenta diversas propostas de ruptura como: v romper com a desarticulação entre os conhecimentos escolares e a vida real; v com a fragmentação dos conteúdos em disciplinas, em séries e em períodos letivos predeterminados, como horários semanais fixos e bimestres; v com a centralidade da figura do professor nas atividades educativas; v romper com o ensino individualizado e com a avaliação exclusivamente final, centrada nos conteúdos assimilados e voltada exclusivamente para selecionar os alunos dignos de certificação.


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