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Análise sistemática do remate no andebol (parte 1 de 2)



Neste trabalho pretendemos explicar o remate em apoio no andebol (remate muito utilizado em situações de contra-ataque em que o jogador ao rematar deixa pelo menos um apoio em contacto com o solo ? ou seja, sem suspensão) bem como de que forma um jogador poderá, eventualmente, aumentar a velocidade da bola no remate, embora não dando indicadores ao Guarda-Redes em relação ao local onde pretende colocar a bola ( o que seria um ponto ?a favor? do Guarda-Redes, na medida em que lhe permitiria ter um tempo correspondente ao processo Entradas Sensoriais / Tratamento Central / Saídas Motoras menor). Assim a situação que optámos por definir foi: num lance de contra-ataque, o jogador desloca-se isolado, tendo apenas o Guarda-Redes pela frente, e ao chegar á zona dos 9 metros irá rematar, tentando que esse remate seja efectuado com a maior velocidade possível, sem que este perca grande precisão ( embora Velocidade Vs Precisão se trate de uma Tendência Evolutiva Contraditória ) , com a preocupação de não dar indicadores ao Guarda-Redes que o possam auxiliar na defesa do remate.

No remate em apoio no andebol
, o desportista exerce uma força ao nível do braço, antebraço e pulso ( bem como as respectivas articulações ) e, eventualmente, outros segmentos do corpo, tais como, por exemplo, os membros inferiores. Essa força é aplicada na massa dos segmentos do corpo intervenientes no movimento, bem como na massa da bola ( que se encontra na mão do desportista ), resultando na aceleração dessas mesmas estruturas. Tal aceleração, aplicada num determinado período de tempo ( tempo de aceleração
? desde o instante em que os segmentos do corpo, bem como a bola, começam a sofrer aceleração até ao momento em que a bola é rematada ), resulta numa velocidade. Uma vez que a velocidade adquirida pelo braço é a mesma que a adquirida pela bola, verifica-se que a bola é ?largada? em direcção á baliza com essa mesma velocidade.
A força que o andebolista aplica na bola, é caracterizada pelas suas componentes (a direcção, o sentido, o ponto de aplicação e a intensidade da força
).
Na realidade, uma força não actua sempre numa única direcção e/ou sentido, mas sim num leque de hipóteses.
Leque esse que pode variar ( ?alargando? ou ?fechando? ) em função de vários factores como, por exemplo, condições psicológicas ( medo, stress ), condições fisiológicas ( cansaço, calor/frio ), etc.

Para além da força aplicada, um outro factor a ter em conta seriam as cadeias cinéticas
utilizadas, que estão, assim, sujeitas a ajustamentos permanentes. Pertinente seria também analisar a relação Centro de Massa / Base de Apoio
do Desportista.
- Relação centro de massa base de apoio:

Um desportista em geral, e um andebolista em particular mantém a sua estabilidade quando a linha imaginaria vai desde o limite da base de apoio e que passa pelo centro de massa, está dentro da sua base de apoio. Quanto mais perto do centro da base de apoio essa linha ?passar?, mais estável o desportista se manterá. Caso isso não aconteça, ou seja, caso a linha esteja muito perto dos limites da base de apoio, tal facto resultará em menor estabilidade. Assim, quanto maior for a base de apoio, maiores benefícios o desportista daí poderá retirar.


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