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Análise sistemática do remate no andebol (parte 2 de 2)



- Trajectória balística: Se, eventualmente, no descrito lance de contra-ataque o Guarda-Redes se encontrasse significativamente adiantado, relativamente á linha de baliza, poderia ser rentável ao rematador optar pelo designado ?chapéu?, ou seja, optar por ultrapassar o G.R. ( Guarda-Redes ) fazendo com que a bola descrevesse uma trajectória balística sobre o mesmo. Neste caso, apesar do objectivo ser o mesmo (marcar golo) uma maior velocidade inicial não é, obrigatoriamente, vantajosa. Tudo depende de um ajustamento global do movimento. A trajectória que a bola descreveria, nessa situação, seria uma trajectória balística e como tal influenciada por: Ângulo de Saída da Bola - ( depende da direcção da força aplicada á Bola ), Velocidade Inicial da Bola - ( depende da intensidade da força aplicada á Bola ), Resistência do Meio e Altura a que sai o Bola
No que concerne especificamente ao Ângulo de Saída da Bola e á Velocidade Inicial da Bola , podemos referir alguns aspectos, tais como: * A velocidade inicial (V0) depende de:
Intensidade da Força ( F = m.a ) aplicada sobre a bola, que por sua vez depende da : Coordenação dos sucessivos inícios das diferentes forças da cadeia cinética. Quanto maior for a Força Resultante melhor; Relação Centro de Massa / Base de Apoio; Capacidade muscular; Velocidade (v = a t) que se consegue imprimir à bola, que por sua vez depende Do tempo e espaço disponível para a aceleração, ou seja tempo e percurso de aceleração.
* O Ângulo de Saída ( ) depende de:
Ponto de aplicação Direcção Sentido
Relativamente á questão base do nosso problema, optámos por colocar três possibilidades que eventualmente permitiriam que o andebolista efectuasse o seu remate em apoio com uma maior velocidade de projecção da bola.
Aumentar a intensidade da força de forma a aumentar a aceleração, o que resultará na aquisição de uma maior velocidade (F = m.a) (V = a.t)
A intensidade da força pode ser aumentada quando existe uma melhor coordenação dos segmentos do nosso corpo ( o que resulta numa maior força útil ). De qualquer forma, o andebolista teria que ter noção que ao aumentar a força e, consecutivamente, a velocidade com que a bola seria rematada, provavelmente iria perder alguma precisão, uma vez que Velocidade e Precisão correspondem a Tendências Evolutivas Contraditórias. O ideal seria encontrar um equilíbrio entre as mesmas. Aumentar o tempo de aceleração, mantendo uma aceleração constante
Por tempo de aceleração, nesta situação do remate no andebol, pode-se entender como sendo o tempo desde que o membro superior no qual a bola se encontra parte de ?trás? até largar a bola. Uma maneira de aumentar o tempo de aceleração é puxar o braço mais atrás, ou seja, aumentando o percurso de aceleração, e desde que a aceleração se mantenha constante tal situação provocará o aumento da velocidade da bola tendo por base a fórmula V = a.t . Esta hipótese é valida até certos limites de cada individuo. Um aspecto a ter em conta, é o facto de ao ser aumentado o percurso e o tempo de aceleração, apesar de a bola ir com maior velocidade, o andebolista também estará a dar algum tempo ao G.R. que aproveita para ?ler? todas as indicações ( estímulos ) que o andebolista lhe der ( para por exemplo ficar com uma ideia relativamente ao local para onde o andebolista eventualmente rematará ). É imprescindível considerar todas estas variáveis.
Aumentar a cadeia cinética de forma a rentabilizar o movimento.
Uma forma de aumentar a cadeia cinética, é aumentarmos o número de segmentos envolvidos no movimento, ou seja, se no remate o andebolista em vez de utilizar apenas a massa do braço, utilizar também a rotação do tronco, já estará a aumentar a cadeia cinética. Mas ao aumentara cadeia cinética tem de ter em atenção a sua coordenação, ou seja, quantas mais massas estejam envolvidas no movimento, maior a possibilidade de ocorrer uma descoordenação da cadeia, isto pode acontecer caso por exemplo, o andebolista ao vir em contra-ataque pela direita e ao flectir para o meio, depois queira exercer uma força na bola numa direcção contraria. Isto é, o desportista desenvolve o seu contra-ataque deslocando-se numa direcção e posteriormente tem como objectivo exercer uma força, no remate, com outra direcção. Tal situação pode fazer com que a cadeia se descoordene. Assim, é imperativo que a cadeia cinética esteja coordenada, por forma a que as forças dos segmentos utilizados tenham direcções e sentidos vantajosos á força útil.


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