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Concepções alternativas em mecânica



Em o Ensino de Física (UFSC), numa coletânea de textos feita por Maurício Pietrocola, Sônia S. Peduzzi discorre quanto às ?concepções alternativas em mecânica?, onde são abordados pontos que demonstram a falta de domínio de conceitos físicos da mecânica clássica por parte dos alunos de física em vários níveis de escolaridade. Peduzzi ainda traz com fins de comprovação, uma série de testes e conclusões realizados por diversos estudiosos do assunto.
O termo ?concepções alternativas? utilizado pela autora diz com relação à própria formação do indivíduo no mundo, levando em conta o fato de este, antes mesmo de ter contato com conceitos físicos, já ter formado algumas explicações que viriam a garantir seu contato com fenômenos do seu cotidiano. Essas concepções após a inserção do aluno em aulas de física, viriam a confrontar-se com novos conceitos que deveriam ser apresentados, mas alguns pontos do que é previamente conhecido merecem ser ressaltados, desde o fato de que o número de estudantes que apresentam tal quadro não ser pequeno, até o ponto de que estes pré-conceitos podem ser barreiras na aquisição do conhecimento científico proposto.
Peduzzi apresenta alguns resultados de testes feitos com alunos em diversos níveis de escolaridade e com alguns temas da mecânica. Um deles é o que se refere ao ?repouso de um objeto?, onde ficou claro que os estudantes não entenderam como pode um objeto inanimado exercer força sobre outro. Em um outro contexto, porém não tão longe quanto o anterior, o da relação entre força e movimento, são apresentados trabalhos de Viennot (1979) com estudantes estrangeiros e ainda Rolando Axt (1986) com respostas dadas pelos candidatos de vestibulares de UFRGS.
Viennot conclui a partir daquilo que coletou, que os alunos insistiam em relacionar a força e a velocidade, como se intuitivamente estes criassem uma lei matemática onde um estaria relacionado diretamente ao outro. Nesse ponto então afirmações que anulavam a força atuante em um corpo em razão dele estar em repouso, eram comuns. Enquanto isso Axt em seus trabalhos, conclui que os candidatos resolviam problemas numéricos com nítida utilização da famosa relação de Newton da força com a aceleração, mas em compensação, quando era necessária uma compreensão física do problema mais uma vez a lei intuitiva antes citada que ?parava um corpo caso não existisse nenhuma força agindo sobre ele? voltava a se estabelecer.
Enquanto apresenta o problema, Peduzzi também prepara em seu texto estratégias que favoreceriam a compreensão dos novos conceitos apresentados. Para isso notam-se questões como: conscientizar os alunos de que estes possuem essas ?concepções alternativas?, discuti-las, realizar um tratamento experimental dos fenômenos, ou até mesmo comprovar a não validade do já conhecido. Estes e outros pontos visam demonstrar ao aluno que suas concepções podem não ser úteis a todo momento, e é a partir dessa falha que se deve aproveitar para facilitar a inserção de um novo conceito.
Fica claro após a leitura do texto que não se pretende extinguir a bagagem conceitual com que o aluno vem aprender, afinal os danos nesse caso seriam tanto maiores que os benefícios que não compensariam o processo. O que percebemos nas entrelinhas dessa discursão é que um passo importante já é realizado, perceber que existem essas concepções e que as mesmas por mais que causarão tantos empecilhos no processo de aprendizagem do aluno, deverão ser tratadas de maneira cautelosa. Outro ponto é que, nessa fase de estar consciente do problema, isso quando nos referimos ao professor, cabe então saber qual a melhor maneira de fazer com que esses pontos de melhorias acima citados, possam ser trabalhados com a finalidade de realizar sua melhoria.


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