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A aprendizagem através do brinquedo - Parte I





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Toda a criança saudável brinca, Ficamos sempre maravilhados com a energia apresentada pela criança que brinca e as suas sucessivas descobertas. Deveremos então reconhecer que as crianças entregues a si próprias, constituem organismos dinâmicos, curiosos para investigar tudo e qualquer coisa. Quanto tentamos recordar o que foi a nossa infância, poucos detalhes nos vêm à mente: um brinquedo favorito, uma ocupação preferida ou algo remarcável no decorrer do crescimento. Tudo parece se ter desvanecido, dia após dia, ano após ano.
Poderão subsistir, talvez, algumas recordações culposas, mas que não são de tal modo que os vamos partilhar com os nossos amigos. Estas recordações não são porém numerosas e não sendo disponíveis para a discussão pouco nos podem ajudar. O que parece ter-se dissipado por completo é exactamente o que motivou todo o grande entusiasmo e excitação. Tudo o que iremos recordar é que nos atiraram para o irresistivel e encantador mundo do brinquedo como se este representasse algo de mágico. Mas apesar do facto de termos esquecido tanta coisa, enquanto estivemos tão rprofundamente ocupados, sugere que avançámos dinâmicamente, através da aprendizagem, para novas esferas de actividade.

Vejamos o seguinte:

Uma criança de 4 anos tem um alguidar com água no jardim ou no espaço que lhe é dado para esse tipo de brincadeiras, ali ela brinca com a água, entorna-a, observa, experimenta. Com a água pode ainda fazer interagir garrafas, jarras, panelinhas e outras vazilhas, mas também podem introduzir outro tipo de objectos ou brinquedos. Todo este manuseamento produz sons, tanto quando cai a água como quando se lhes escapam das mãos e caiem no chão. Tudo isto lhes vai também proporcionar sons diferentes, assim os olhos vêm todos estes trajectos e os ouvidos escutam sons diferentes. Podem pôr barquinhos na água, eles podem rodopiar, afundar-se e a criança pode continuar ou repetir acções que a farão rir. Muitas descobertas vêm do acto de brincar com a água, numa idade em que a sua sensibilidade desponta. Pode chamar a mãe ou outra pessoa para fazer o mesmo que ela, e assim compartilha novas sensações.

Uma criança de sete anos faz uma tenda. Pinta um desenho ou enfia as contas de um colar que seguidamente pendura ao pescoço, faz um jantarinho para uma outra pessoa, mas como ela tarda a chegar come sózinho. Não fica convencido que tenha sido uma boa ideia, mas experimentou, chama os pais para verem a sua cazinha de brincar, mas depois volta para os seus problemas e precisa ficar sozinho.

Duas crianças de 10 anos podem construir uma casa com madeiras ou cartões e ali no seu mundo muito próprio, guardam maçãs, pregos, histórias aos quadradinhos, para ler
enquanto comem as maçãs. A mãe dá um pouco de alcatifa para forrar o chão da casinha.Depois outras objectos vieram, caixas, etc. Pode haver brigas momentaneas mas do conjunto da brincadeira tudo o que se passou num munda que lhes é próprio é insubstituivel.

É pois nestas actividades que as crianças de todas as idades, fundamentam a si mesmas a física, a matemática, a arte. Calculam, avaliam provam a gravidade, o pedo, a capacidade, o volume, a refracção da luz, etc...

No entanto, investigam e demonstram os principiuos da física todos os dias, ao passearem, correrem e arremessarem bolas e pedras. Grande parte da sua investigação do meio constitui concreta solução de problemas, que as capacita, mais tarde no poder de raciocinar a partir de modelos subjectivos solidamente construídos, conforme denomina Piaget os conceitos cada vez mais seguros do mundo exterior. Assim o seu raciocinio abstracto não entrará em colapso diante da realidade externa.

No entanto, estas investigações intelectuais, desde a criança de quatro anos que brinca com a água até às crianças mais velhas fazendo experimentações ou exercitando habilidades mais avançadas em todas as suas brincadeiras, não abrangem toda uma experiência durante o brincar.

As oportunidades de brincar devem dar à criança infinitas variantes. Uma criança de meios muito reduzidos não tem as mesmas possibilidades. Brinca também de modo diferente as crinaças de meios rurais, as crianças de bairros habitacionais agrestes,

No entanto, existem determinadas caracteristicas comuns no brincar de todas as crianças saudáveis, quaisquer que sejam as suas fases ou idades. Existe uma dinâmica e irresistivel atracção pelo jogo, que lhes traz um interesse apainonante e um prazer quase infinito. É necessário continuar a pensar na melhor maneira de fazer crescer uma criança.

Na parte II surgirão novas argumentações



Veja mais em: Educação

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