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Urubus e Garimpeiros



Urubus ou Garimpeiros

Falta menos de um mês para o final do ano letivo, foi mais um bela etapa na construção de nossa conscientização. Um pequeno passo para o conhecimento, mas um grande salto para a liberdade e para a aproximação crítica da realidade. Missão cumprida!!! (pelo menos para alguns). Nós, alunos e professores matamos mais esse leão, e este ano foi um grande ano de luta, motivo de animo para uns e desanimo para outros.
A realidade é bem difícil, é verdade. Está cada vez mais difícil ensinar e aprender. E o pacote é bem grande, soma os dissabores do magistério, sobretudo dos mais frustrados, a fraqueza acadêmica dos alunos, a displicência generalizada de toda a sociedade em relação à educação, a descrença na capacidade de uma instituição libertadora que ensine efetivamente, isso tudo vai desanimando. Terminam as férias, voltam os alunos as aulas e reencontram os mestres na mesma apreensão pelo aumento salarial, a reclamação supera qualquer tentativa de consideração de uma realidade mais feliz. Assim as reações de professores ante os alunos retornando às aulas são muito variadas dentro desse quadro tão pessimista, mas real, da educação, fazendo-me lembrar de dois exemplos de comportamento: o do urubu e o do garimpeiro.
O urubu triste, aborrecido e faminto por carniça, sobrevoa uma linda planície verde, rodopia por sobre as arvores frutíferas e desce rapidamente em direção ao que mais chamou a atenção: A CARNIÇA, podre, fedorenta e insuportável, ela é digerida. Assim são alguns destes que retornam às aulas sem a mínima dose de esperança em alguma transformação, sobrevoando as cabeças dos alunos, detêm-se somente sobre os problemas, só vê dificuldades, reprovação, desanimo e derrota.
Outro grupo manifesta-se como garimpeiro, a imagem do otimismo, atolado na água suja do regato, no meio da lama lidando com a bateia, revolvendo o cascalho, vê, no meio da sujeira, o brilho inconfundível do diamante. Este grupo conhece da existência dos problemas, mas conseguem ir além dos limites, extraindo do meio do conflito suas melhores realizações.
Aos professores e alunos é preciso dizer sobre o inicio da nova batalha que seria importante que refletissem sobre as duas imagens propostas, para que cada um pudesse optar por ser mais garimpeiro neste espaço geográfico de nossa educação, cheia de urubus.


Escrito por Carolina de Oliveira
Tarefa

Morder o fruto amargo e não cuspir
mas avisar aos outros quanto é amargo,
cumprir o trato injusto e não falhar
mas avisar aos outros quanto é injusto,
sofrer o esquema falso e não ceder
mas avisar aos outros quanto é falso;
dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a noção pulsar
- do amargo e injusto e falso por mudar -
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.

Geir Campos


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