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Perspectivas Qualitativas em Sociologia Educacional




O INEP foi criado, por lei, no dia 13 de janeiro de 1937, sendo chamado inicialmente de Instituto Nacional de Pedagogia. No ano seguinte, o órgão iniciou seus trabalhos de fato, regulamentando a organização e a estrutura da instituição e modificando sua denominação para Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos. Foi nomeado para o cargo de diretor-geral do órgão o professor Lourenço Filho.
Cabia ao Inep organizar a documentação relativa à história e ao estado atual das doutrinas e técnicas pedagógicas; manter intercâmbio com instituições do País e do estrangeiro; promover inquéritos e pesquisas; prestar assistência técnica aos serviços estaduais, municipais e particulares de educação, ministrando-lhes, mediante consulta ou independentemente dela, esclarecimentos e soluções sobre problemas pedagógicos; divulgar os seus trabalhos. Também cabia ao INEP participar da orientação e seleção profissional dos funcionários públicos da União.
No entanto o artigo mostra a pouca representatividade das pesquisas educacionais sobre a qualidade de ensino e a redução das desigualdades dentro da sala de aula. Apesar da preocupação dos pesquisadores, certas burocracias da produção acadêmica dificultam ou impedem o acesso dos professores a essas pesquisas e, muitas vezes, algumas práticas da docência e da gestão escolar caracterizam obstáculos à transmissão do saber adquirido através dessas mesmas pesquisas aos alunos.
Desde a criação do INEP, a pesquisa em educação se tornou objeto de avaliação no Brasil. Entretanto, essa avaliação apresenta deficiências como:, adoção não crítica de modismos na irrelevância dos temas, irrelevância dos temas expostos, preocupação com a aplicabilidade imediata dos resultados, divulgação restrita com pouco impacto sobre a prática e superficialidade teórico-metodológica na abordagem como a principal responsável pela irrelevância dos temas. O desconhecimento dessa discussão seria o motivo pelo qual pesquisadores iniciantes continuam ligados a suas próprias práticas, extraem o problema de suas pesquisas e onde retornam com aplicações imediatas.
De acordo com Alda Judith, esse processo é um circulo vicioso. As pesquisas atuais parecem desconsiderar o processo educacional como cumulativo de construção coletiva, cujos elementos que tornam o processo possível devem ser fornecidos tanto por pesquisadores como pelos docentes. Mostra disso é a falta de contextualização num contexto amplo de discussão acadêmica. As questões focadas não fornecem comparações entre os resultados e outras pesquisas em situações semelhantes. Poderia se argumentar que diferentes exemplos diferem quanto à utilização de teorias, mas geralmente essas teorias não são definidas na introdução nem explicadas na conclusão. As pesquisas mais recentes têm valorizado a subjetivação do leitor, sem valorizar a prática ou identificar características que sirvam de elemento de análise para organizar os dados expostos, em detrimento da construção de novas teorias e do diálogo com autores que já tenham abordado o mesmo tema.
Segundo Tardif, os estudos em ciências da educação parecem se preocupar mais com a postura que os professores deveriam adotar que àquela que eles realmente adotam em sala de aula, Já que no Brasil, as avaliações da pesquisa educacional têm sido orientadas pela necessidade de se buscar um rigor teórico e metodológico de pesquisa. Porém, essas pesquisas não parecem solucionar os problemas que mais preocupam os professores, apesar de serem desenvolvidas no contexto escolar. Ele defende ainda, que para provocar as mudanças desejadas, para que o conhecimento produzido seja alastrado, é preciso que os professores estejam a par dele.
O conservadorismo dos sistemas escolares impede a implantação de inovações, uma vez que para serem aceitas, as mudanças teriam que abranger uma ampla variedade de interesses, caracterizando assim a descentralização do sistema. Os próprios professores acabam por se fechar a essas mudanças e construir sua própria prática de ensino, baseado nas técnicas utilizadas por aqueles que foram seus professores.
em relação ao impacto desses estudos, a descrença se deve ainda pela expectativa dos profissionais de que as pesquisas produzam ações realmente relevantes para o ensino, que possam ser imediatamente aplicadas nos problemas enfrentados cotidianamente. E para que o processo seja revertido, é necessário que as pesquisas educacionais sejam bem fundamentadas e explicadas, cujas fundamentações possam ser imediatamente aplicadas e forneçam diretrizes que provoquem mudanças reais nas práticas de ensino, tornando-as mais eficazes.


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