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?Do Professor Suposto pelo PCN?s ao Professor Real de Língua Portuguesa: São os PCN?s praticáveis??



Em seu artigo, ?Do Professor Suposto pelo PCN?s ao Professor Real de Língua Portuguesa: São os PCN?s praticáveis??, publicado no livro ?A Prática de Linguagem em Sala de Aula: Praticando os PCN?s? de Roxane Rojo (2000), Jacqueline Peixoto Barbosa começa salientando que embora as atuais políticas educacionais sejam um avanço, não são a solução para o problema da educação.
Em seu ver, é a formação continuada dos professores que deve ser almejada e privilegiada, pois os documentos oficiais não são passíveis de transposição direta para a sala de aula, cabendo, portanto, ao professor a responsabilidade de relacionar a teoria com uma prática necessária dentro da sala de aula.
No decorrer de seu texto, a autora transcreve trechos dos documentos oficiais para discuti-los, como, por exemplo, a questão do trabalho com gênero proposto pelos PCN?s e criticando a maneira equivocada como este conceito vem sendo trabalhado, que deixa de lado todas as vantagens sócio-histórica-culturais do processo.
A autora critica também o problema do trabalho com a língua escrita x língua oral, proposto pelos documentos mais não aderido nas salas de aula, ou então, feito de maneira pouco produtiva, além de destacar as desvantagens de se trabalhar com tipologia textual, ao invés das vantagens oferecidas pelo trabalho com gêneros que ela defende com inúmeros argumentos.
Mesmo sendo totalmente a favor do trabalho com gênero, como propõem os PCN?s, Barbosa ressalta que a abertura e liberdade que os documentos dão ao professor, ao mesmo tempo é um avanço e representa um perigo, pois se o professor não for bem capacitado acabará por se ?perder?, pois, como ela mesma aponta, entender os diversos conceitos expostos é muito mais fácil do que conseguir transporta-los para a prática diária das salas de aula.
Depois de apresentar os problemas relacionados à teoria e prática, a autora começa a analisar e sugerir as práticas efetivas dos trabalhos com gêneros, dando opções a serem seguidas, mostrando com quadros e tabelas o desenvolvimento das práticas analisadas e a avaliação da autora sobre os dados analisados apresentados os principais problemas apontados pelos professores envolvidos.
Depois de todas essas discussões e tendo com pressuposto o trabalho com gênero, tão defendido durante seu artigo, Barbosa levanta a questão sobre quais gêneros devem ser trabalhados e como classificá-los, segundo os estudos de Dolz e Schneuwly, em gêneros da ordem do narrar; do relatar; do argumentar; do expor e do instruir ou prescrever.
A autora descreve cada uma das ?ordens? acima, mas relata também que esta é uma maneira de se agrupar os gêneros, embora existam outras, justificando sua escolha por uma série de vantagens relacionadas ao contexto sócio-histórico-cultural, mas apresentados outras formas como ?gêneros da esfera pública?, ?projeto de escola?, ?gêneros escolares e acadêmicos?, etc.
Para finalizar, Barbosa também ressalta que não só a escolha, mas a progressão dos gêneros a serem ensinados merece atenção. Analisar quais gêneros são mais propícios para cada série escolar evita que as vantagens do trabalho com gênero se perca por inadequação do gênero escolhido.
Para a autora, um corpus
contendo vários textos do gênero trabalhado também deve ser importante, para que possa ser analisado e descrito, facilitando assim a assimilação dos elementos constitutivos de cada um e na elaboração da seqüência didática que os envolva.
Nesta direção, a conclusão que Barbosa apresenta é que a formação e capacitação do professor que tem um papel decisivo em todo o processo e que portanto, mais do que apenas documentar oficialmente as novas tendências para a educação, seria muito mais produtivo capacitar os professores para tal.
Nos anexos do artigo estão as sugestões para o trabalho com o gênero Notícia, dentro da prática proposta e analisada durante o artigo, mostrando de maneira didática e explicativa que tal trabalho é possível.


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