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Aspectos éticos no tratamento dos deficientes mentais



O artigo configura uma reflexão sobre os princípios éticos envolvidos na relação com pacientes psiquiátricos por médicos, instituições e associações, em especial a Psiquiatria Infantil. Pela dupla vulnerabilidade ética/psicopatológica, a questão é examinada com base nos artigos 2º , 5º , 29, 46 e 60 do Código de Ética Médica (CEM), já contidos nas Resoluções CFM nos 1.407/94 1.408/94 e 1.598/2000, que tratam do cuidado, da atenção dispensada ao doente mental visto como pessoa e possuído de dignidade singular. Ao fim, exorta a Psiquiatria Infantil e a Neurologia Infantil no tocante ao esmero humanitário com seus pacientes. Como corolário da própria vocação pela especialidade exercida. Um dos princípios básicos da Medicina é aliviar as penas do sofrimento humano. Este procedimento está inserido na relação médico-paciente. Portanto, cabe ao médico não apenas investigar as causas das doenças, mas se empenhar em levar alívio ao paciente e, obviamente, quando possível, curá-lo. Em que pese o avanço científico e, maior ainda, o tecnológico, nem sempre é possível curar, mas a Medicina sempre pode aliviar os sintomas das principais patologias; cuidar, portanto. No campo da Psiquiatria Infantil, por exemplo, onde a tecnologia é ainda incipiente, devemos nos reportar à psicopatologia. Em busca de elementos de convicção ou evidências para uma estratégia terapêutica. Daí a importância do conhecimento da ética médica, hoje, mais que nunca, de real importância em vista da grande afluência da tecnologia disponível na Medicina. Martinez nos chama a atenção para o fato de que "os conceitos de Hipócrates, como base de um juramento que quase ninguém lê, ensinados nos atos médicos na graduação, assim como os conselhos de Esculápio, são resíduos semânticos relegados a um segundo plano. Atualmente, o professor de Medicina, que deve ser exemplo para os alunos, já não está tão interessado no ensinamento da ética e o aluno, por seu lado, está mais preocupado com a aprendizagem técnica, esquecendo-se, na maioria das vezes, da aprendizagem semiótica. Esta é a realidade hoje presenciada nas escolas médicas e na prática diária de nossos profissionais. O assunto é grave, merece pois, uma reflexão.


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