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A educação e a questão dos métodos



Já não é de hoje que procuramos desculpas para os baixos índices de qualidade aferidos na educação nacional. Há anos se fala da falta de qualificação do professor e nada se faz para mudar a situação. Questões relativas ao salário pago, quase que irrisório, são temas de debates em toda a América Latina e nenhuma solução definitiva é apontada e executada.

Também virou lugar comum apontar o dedo em direção à carga horária de aula, trazendo como válvula de escape a jornada integral para o aluno. Eba! Vamos dar a eles alimentos três vezes ao dia, esporte, lazer, etc. Ah, esquecemos que precisamos dar livros também. Pior, antes temos de ensinar o aluno a ler! Ih, mas isso dá muito trabalho e também educa! Como as velhas raposas vão continuar no poder?

O problema da educação passa, primeiramente, pela deficiência do método. Não adianta mais insistirmos em utilizar com os alunos do sertão nordestino as mesmas técnicas ofertadas no sudeste, por exemplo. É preciso atentar, como disse o velho e saudoso Darcy Ribeiro, aos regionalismos. Porque dizer que está errado pronunciar ?eu vou mais ela? em lugar de ?eu vou com ela?? Os dois não vão juntos, não é uma adição?

Precisamos dar alimentos aos que tem fome de comida, mas saciar, antes, a fome de cultura. Aprender ensinado, como disse Cora Coralina. Temos de entender que um piso nacional para professores dignificará o trabalhador sim, mas não garantirá educação de qualidade porque dependendo da região onde atua o professor esta gratificação não será capaz, sequer, de custear sua requalificação. Quiçá conseguirá um colega mais distante conhecer Darcy, Cora, Paulo Freire, Machado e Eça de Queiroz.

Um estudo apresentado ano passado na Câmara Federal, pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, indicou que o Brasil precisaria investir 5,3% do PIB para garantir uma educação de qualidade. Valor definido a partir de um estudo elaborado desde 2002 que revela necessidade de se investir anualmente entre R$ 1.714 a R$ 4.140 por aluno, dependendo da série em que estiver matriculado.

A coordenadora do estudo, Denise Carreira, propôs, na ocasião, que o indicador servisse de referência para regulamentação do Fundeb que hoje está sendo discutido na Câmara. Temos a faca e o queijo nas mãos. Precisamos apenas cortá-lo!

* Robson Fraga é jornalista e docente de Marketing, no curso de Turismo, da Universidade do Estado de Goiás.


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