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ALFABETIZAÇÃO: A PERSPECTIVA PSICOGENÉTICA E A SÓCIO-HISTÓRICA



Neste artigo é discutido as contribuições das pesquisas sócio-histórica e psicogenética para alfabetização, em suas duas faces: a escrita e a leitura e os estudos de Smith, Goodman e Solé. Trazemos também um esboço das implicações pedagógicas decorrentes da abordagem sócio-histórica para a pedagogia da alfabetização.
Para Vigotsky (1991) a linguagem escrita é um sistema particular de símbolos e signos cuja dominação prenuncia um ponto crítico em todo o desenvolvimento cultural da criança. Esse sistema de signos designa os sons e as palavras da linguagem falada, os quais, por sua vez, são signos das relações e entidades reais. Para ele a escrita se constitui num simbolismo de segunda ordem e, gradualmente, torna-se um simbolismo direto de primeira ordem. Em sendo assim, a escrita serve de instrumento para a memória que regula e organiza a atividade mental, além de servir para comunicar idéias e pensamentos, ou seja, a escrita faz parte de um sistema arbitrário, o que remete a algo que não está dado, numa relação simbólica, que pressupõe uma ideologia; formas de poder. A autora do artigo descreve a perspectiva defendida por Ferreiro (1993), onde a escrita é um sistema de representação de outra representação que é a fala; apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, uma aprendizagem conceitual. Tanto Vygotsky como Ferreiro seguem vertentes distintas nas suas pesquisas sobre a aquisição da escrita pela criança: um viés interacionista ? Vigotsky/Luria ? e uma perspectiva construtivista ? Ferreiro/Teberosky. Para compreender o direcionamento dos estudos realizados por Ferreiro, primeiro temos que deixar claro que sua base epistemológica esteve assentada sobre os pressupostos piagetianos em que o conhecimento é o resultado dos esquemas de ação do indivíduo. O artigo traz uma retrospectiva histórica acerca das tendências sobre leitura encontramos três modelos ? botton-up, top-down, interativo, os quais embasam os estudos de pesquisadores e teóricos dessa área. A autora do artigo conclui dizendo que a alfabetização numa visão sócio-histórica pressupõe uma mudança conceitual que nem sempre os professores estão preparados. Consiste numa relação inter-ativa entre os componentes pedagógicos, de forma que a função de ensinar estabeleça uma relação com o aprender; a mediação do professor ocorra tendo como premissa um contexto sócio cultural real; o aluno passe a interagir com o objeto do conhecimento.



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