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Desenvolvimento humano, organização funcional do cérebro e aprendizagem no pensamento de Luria e de



O artigo aborda questões relacionadas com o desenvolvimento humano e a organização funcional do cérebro, de acordo com as contribuições de Luria e de Vygotsky. Aborda outras questões nessa direção, tais como: os sistemas sensoriais e simbólicos e a linguagem. A autora do artigo traz uma minuciosa revisão das contribuições de Luria e de Vygotsky sobre maturação, organização funcional do cérebro e desenvolvimento humano é possível assinalar para uma trama conceitual intrincada e complexa que serve de referência para a compreensão da construção de repertórios de habilidades e de conhecimento, bem como do papel da aprendizagem nesse processo. Luria apresenta uma alternativa à questão tão debatida das localizações cerebrais. Em primeiro lugar, distingue a função como funcionamento de um tecido particular e a função como sistema funcional complexo. Refere que os processos mentais, que incluem sensações, percepção, linguagem, pensamento, memória não podem ser considerados simples faculdades localizadas em áreas particulares e concretas do cérebro, mas como sistemas funcionais complexos. Evidentemente, estes sistemas funcionais complexos foram inicialmente movimentos manipulativos que, depois, se condensaram, adquirindo o caráter de ações mentais internas. Além disso, baseados e mediatizados por ajudas externas encontram-se ligados a imagens do mundo exterior, sendo assim impossível pensar que possam ser localizados em áreas precisas e restritas do cérebro. Devem antes se organizar em sistemas de zonas que trabalham de modo combinado, em papéis diferentes, e até mesmo distanciados. O processo de construção do conhecimento supõe a integração das sensações, percepções e representações mentais. O cérebro é um sistema aberto, que está em interação constante com o meio, e que transforma suas estruturas e mecanismos de funcionamento ao longo desse processo de interação. Nessa perspectiva, é impossível pensar o cérebro como um sistema fechado, com funções pré-definidas, que não se alteram no processo de relação do homem com o mundo. Porque sai dos limites do subjetivo, a motricidade projeta formas objetivas de vida social. A consciência, ao pressupor uma evolução do cérebro como espaço interior dos seres humanos emerge das ações concebidas como intencionalidade para a resolução dos problemas (espaço exterior) na relação com os outros e com os objetos, relações essas geradoras, inicialmente, de uma dinâmica interpsicológica e, posteriormente, de uma dinâmica intrapsicológica, com o que se tem de conceber também o aparecimento de novas formas de comunicação e de aprendizagem. A autora do artigo conclui dizendo que os estudos de Vygotsky lançaram as bases para uma nova ciência: a neuropsicologia, que envolve disciplinas de neurologia, psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia, lingüística e outras correlatas, e que tem como objetivo estudar as inter-relações entre as funções humanas e sua base biológica. Tratam-se de estudos importantes para profissionais e docentes de diferentes áreas do conhecimento, especialmente a educação e as artes, para uma compreensão mais ampla dos processos implícitos na aprendizagem humana.



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