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Gestão Educacional: uma eterna volta ao passado



A formação da gestão e do povo brasileiro são alvos de discussões entre os pesquisadores, mas se existe um consenso está que o Brasil sempre foi e continua sendo composto por ?Brasis? separados ideologicamente, mas dependentes entre si. Para exemplificar na época do Brasil Império havia uma gestão econômica voltada ao capitalismo que se expandia e contrária a Contra-Reforma defendida pelo governo português e outra gestão de sociedade, pautada no feudalismo, patriarcalismo e escravagista, que são as heranças culturais de Portugal, que sob a égide do capitalismo deveriam ter sido erradicadas.

Hoje, em essência não é diferente, um Brasil com políticas (neo)liberais na economia, que exigiram mudanças profundas de gestão e outro Brasil da gestão pública patriarcal nas políticas sociais e com feudalismo nos governos, principalmente municipais das pequenas e médias cidades. Adiciona-se o escravagismo na profunda exploração econômica da massa da população, não apenas pobre, mas também das classes intermediárias, prestadores de serviços, dos pequenos empresários e agricultores, entre outros. Da colônia à atualidade para escravizar e engessar qualquer instrumento, que possibilite o rompimento destas correntes via formação cultural do povo, como a educação pública, entram no palco os protagonistas de bastidores: partidos políticos e a justiça.

Manter a gestão educacional na ótica assistencialista e patriarcal é fundamental para manutenção dos partidos políticos, ou melhor, para não existir uma fonte de formação da sociedade que possa desestruturar a cultura consolidada, pois para corromper é preciso ter campo aberto. Assim, a escola pública precisa existir por força da lei, mas não precisa e nem deve ser eficiente, muito menos autônoma e com democratização.

Não é limitar o jargão ?uma educação pobre para os pobres?, mas uma formação pobre para os professores; uma cultura de gestão escolar paupérrima e jamais possibilitar a consolidação de um PPP ? Projeto Político Pedagógico e CDE ? Conselho Deliberativo Escolar que descubra o seu poder legal, sob as direções de escola e do executivo.

O descontinuismo histórico da educação pública foi fabricado intencionalmente na memória cultural que permeia nas escolas. Quanto mais se repetirem: ?escola é um segundo lar
?; ?a reprovação é sinônimo da incompetência do professor?; ?hoje vou dar
a minha
aula?; ?minha
escola, meus
alunos?; ?na minha
disciplina mando eu
?; ?senão deu certo vamos dar um jeitinho
?; ?PPP é uma falácia?; ?para ajudar
na nota vamos...?; ?A educação pública é apartidária?...

Estas são algumas das facetas culturais que colocam a educação no abismo e abrem precedentes para que o Conselho Tutelar e parcela da Justiça vejam a escola como um depositário de alunos, como sinônimo de proteção social. Esta afirmação está condicionada a uma realidade: quando um aluno com múltiplos e graves desvios de comportamento ou infrator, que por atos contínuos na escola impedem o direito legal do professor lecionar e o direito dos demais alunos em terem um ambiente propício para o ensino, quando a direção busca apoio externo, só obtém uma resposta: o referido aluno tem direito a permanência na escola.

Como a justiça não cobra os deveres sociais dos executivos, mesmo quando acionada, já que este aluno é um reflexo da falta de política pública em outras áreas, acaba por transferir a responsabilidade à escola. Ou seja, para defender o direito de um aluno corrompe o direito dos demais alunos da sala de aula e dos professores, pois as escolas não estão preparadas para o ensino de qualidade, com salas lotadas, professores com alta jornada de trabalho e desvalorização salarial, quiçá para atender uma demanda que exige uma equipe multiprofissional como psicóloga, psiquiátrica, terapeutas, assistentes sociais entre outros.


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