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Falando sobre políticas sociais aos pobres




Dos desafios postos considero mais agravante é a cultura histórica em associar educação, saúde e assistência para atender especialmente os pobres, trabalhando sobre os efeitos colaterais do sistema capitalista e, não na perspectiva de combater a pobreza e as desigualdades sociais, fazendo com que as políticas sociais caminhem desatreladas das políticas econômicas, que efetivamente ditam as regras e colocam as políticas sociais fiquem bem longe dos espaços decisórios, pois combater as desigualdades sociais e a pobreza implica questionar o próprio capitalismo e neoliberalismo.


 Quando se naturaliza a pobreza e as desigualdades sociais, as políticas sociais se tornam compensatórias e paliativas, enquanto isso o capitalismo produz mais pobreza, aumenta a reserva de força de trabalho acirrando a exclusão social. Pois na lógica neoliberal o mundo se divide em proprietários e não-proprietários (pobres). Se, os pobres produzem mais pobres pela geração de filhos, o que eles vão fazer num mundo que já pertence a alguém?

Este pensar, introduzido por MALTHUS (Séc. XVIII) direcionou a culpa da pobreza aos pobres e até a opressão do capitalismo e se reproduziu para justificar como inevitáveis as desigualdades sociais, a pobreza e a fome no mundo, que se reproduziu ao longo da história. Este discurso está presente no imaginário social, quando criticamos que determinada família é pobre porque não pára de ter filhos, mas alguém já parou para questionar:

Por que os pobres têm mais filhos, se comparado com as outras classes sociais? Por que os salários dos trabalhadores das classes populares têm que ser baixos? Qual foi a real intenção ao introduzir as políticas de controle da natalidade?

Tenho quase certeza que a maioria irá direcionar aos indivíduos, como a falta de instrução, desqualificação profissional, ausência de cultura ou vontade de ?crescer?, de trabalhar e outros ainda podem colocar a culpa no sistema de exploração e nos governos, mas o pano de fundo é bem outro, muito mais perverso porque cada pessoa, de uma maneira ou de outra, acaba reproduzindo a perversidade ao expressar idéias e ?verdades?, como se fossem de sua autora, mas na verdade está fazendo exatamente o que deveria fazer.


Para encerrar chego a duas importantes conclusões: a primeira, que odeio MALTHUS e a segunda que precisamos todos, em especial a sociedade civil organizada rever o atual olhar sobre as políticas sociais para não serem apenas paliativas, já que a fome não espera.

Mas, podemos mais do que ficar eternamente doando cestas básicas, roupas, uniformes, materiais escolares, remédios, pagar consultas etc, que apenas coloca os pobres na dependência imobilizadora.

Bastaria a sociedade civil organizada, adentrar nos conselhos municipais de saúde, educação, assistência social, criança e adolescência e outros para enfrentar as causas da pobreza e das desigualdades sociais, introduzindo ações que revertam na redução da pobreza, alinhando as atuais políticas paliativas com a contrapartida dos beneficiários.

Se, a sociedade civil organizada soubesse o poder legal investido nos conselhos, as administrações públicas teriam problemas em continuar com as práticas assistencialistas com interesses partidários.





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