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Pais Brilhantes & Professores Fascinantes - Parte IV





A educação pouco tem cultivado e estimulado a memória humana. No entanto, é nela que estão registrados tudo que somos, segredos de nossa personalidade, o universo de nossas emoções e o mundo dos pensamentos. Daí a importância que tem o conhecimento e a compreensão dos papéis fundamentais do território da memória, para que se encontre uma nova forma de pensar a educação, a construção do saber e do aprender, entendendo de vez que os registros que ela faz são automáticos e involuntários. Por isso, precisamos cuidar do que pensamos e sentimos, para que tenhamos qualidade de vida, entendendo também que a personalidade não é estática e que sua transformação depende do que foi arquivado na mente, no decorrer da vida de cada indivíduo. Portanto, a qualidade das informações e das experiências de vida registradas, podem fazer com que a memória seja ?um solo fértil ouum deserto árido?, dependendo das emoções que provocaram determinado registro que, por sua vez, pode gerar milhares de novos pensamentos e emoções. Sendo assim, deve ser dada a devida importância a certas atitudes dos professores com relação à percepção da ansiedade ou sofrimento de seus alunos porque, caso sejam mal resolvidos, podem provocar bloqueios de memória: uma ofensa ou uma rejeição podem encarcerar em definitivo a vida de uma pessoa. Por outro lado, pequenos gestos, mas que provocam grandes emoções, influem positivamente na formação da personalidade das crianças e jovens. Percebe-se, pois, a necessidade de ensinar a eles como gerenciar os pensamentos e emoções, reeditando ou reescrevendo o que ficou gravado no inconsciente, utilizando-se de novas experiências que sejam arquivadas no lugar das antigas. Não se deve esquecer também que certos sentimentos como o medo, a ansiedade e o estresse, costumam travar e bloquear os pensamentos. Para que se consiga corrigir tais bloqueios, o indivíduo deve, anteriormente, aprender a administrar suas emoções para que possa fazer uso da razão. Professores fascinantes precisam aprender a utilizar o passado como alicerce para experiências novas e não se aprisionarem nele, para que seja possível formarem indivíduos criativos e livres. Os educadores que ainda aplicam o modelo escolar que privilegia a memória como depósito de conhecimentos, não estão formando pensadores, com raciocínio crítico, esquemático, organizado, organizacional, mas meros repetidores do que gravaram momentaneamente na memória. São estes professores que ainda optam pelo processo de enfileiramento dos alunos, quando estes deveriam se sentar em forma de meia lua ou círculo, para que todos possam ver os rostos de cada um de seus colegas, o que favoreceria a participação dos mesmos, e impediria que os professores fossem os únicos a se manifestarem na sala, além de que, o clima da classe ficaria mais agradável, promovendo maior interação social. Não podem também, em momento algum, desprezar o valor da dúvida, pois ela é o princípio da sabedoria, visto ser ela questionadora, instigante da mente dos alunos, provocando o estresse positivo, aquele que forma indivíduos pensadores. É assim que a educação se emancipa, formando mentes livres e não submetidas às opiniões alheias, que consigam viajar para dentro de si mesmas, a se auto-indagarem do porquê de suas angústias, irritações, etc., estabelecendo o verdadeiro diálogo interior. Na falta de tudo isso, a solidão apodera-se do indivíduo, tornando sua vida praticamente insuportável. Outro ponto relevante para esse novo tipo de educação, para que seja mais agradável, é a arte de contar histórias porque, vivendo em um mundo caótico como este, repleto de informações ruins, é precisar ensinar a suavidade de rir de tolices, medos, etc., porque também tocam o emocional, levam à sensibilização e à conscientização da necessidade do conhecimento humanizado e da afetividade para a reformulação de todo o processo educacional. E é justamente neste ponto que se detecta o principal motivo da crise atual da educação: ela não é humanizada, isola o professor do aluno, e este, da escola. Enquanto educadores e alunos não se abrirem uns para os outros, não compartilharem vitórias, acertos e erros, não estarão demonstrando que, em muitas situações, falhar pode ser mais significativo que acertar. Ser um professor fascinante significa fazer com que os alunos, sejam eles agressivos, deprimidos, etc., dêem um salto intelectual e se tornem mais saudáveis emocionalmente, reduzindo o número de conflitos. Também devem ser promotores da auto-estima, especialmente com aqueles que são discriminados, seja com relação ao peso (?gordo?), cor da pele, defeitos físicos, ensinando os alunos a aceitarem os diferentes e amar a espécie humana. Dessa forma, todos estarão aprendendo que as idéias negativas fazem com que sejam inimigos de si mesmos e, por isso, precisam ser ativos e não passivos; jovens criativos e determinados sobreviverão ao sistema competitivo imposto pelo capitalismo vigente, com a emoção estruturada para que façam a necessária intervenção no mundo, resgatando seu próprio sentido existencial e o das demais coisas e pessoas que permeiam sua vida. E é justamente aí que família e escola devem oferecer sua contribuição: onde houver fragilidade, medo, insegurança, ensinar a extrair a força necessária para superá-los, colocando a esperança no lugar da desolação e assimilando sabedoria frente aos fracassos que vierem a enfrentar, ou seja, deve-se buscar unir a seriedade de um executivo à alegria de um palhaço, a força da lógica à singeleza do amor.






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