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Pais Brilhantes & Professores Fascinantes - Parte II





O maior vilão da qualidade de vida do homem atual é o excesso de pensamentos que, normalmente, acaba provocando o estresse. A grande maioria dos professores brasileiros (92%) vem apresentando sintomas profundos de estresses. Indaga-se: como pode haver uma boa educação se a qualidade de vida de nossos mestres vem sendo eliminada, seus salários defasados, a dignidade desgastada e a saúde comprometida? Sem contar que convivem com uma geração de jovens alienados, alunos que não têm culpa de toda essa agressividade e agitação em sala de aula, pois são vítimas, juntamente com seus professores das circunstâncias atuais degenerativas, às quais, a sociedade como um todo vem sendo submetida. O mais grave é que os educadores não conseguem acompanhar essa nova hiperatividade de seus alunos e acabam não tendo poder de influência no mundo psíquico dos jovens, não lhes causando impacto emocional algum. O mundo que eles se encontram e se integram é movido pela ansiedade, que lhes traz irritabilidade, esquecimento, sofrimento por antecipação, ausência de concentração e, até mesmo, sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça, musculares, gastrite, etc. Esse estresse apresentado pelos alunos é que impede que as teorias educacionais vivenciadas no passado, não surtam mais efeito: os professores estão presentes na sala de aula e os alunos estão em outro mundo. O indivíduo estressado não consegue gerenciar seus próprios pensamentos e nem tranqüilizar sua mente. Por isso, é extremamente necessário que se possa contar com um professor diferenciado, voltado para a alma humana, sabendo utilizar até os tons de voz necessários para o momento e, principalmente, saber falar com os olhos. Deve saber usar a sensibilidade e proteger a emoção nos focos de tensão, não permitindo que os alunos lhes roubem a tranqüilidade, entendendo que se relacionam com jovens que são vítimas de um sistema social em que prevalece o Ter e não o Ser, a estética e não o conteúdo, o consumo e não as idéias. Necessita adquirir uma nova postura educacional que envolva a educação para a emoção: saber perder, ter coragem para percorrer novos caminhos desconhecidos, correr riscos para transformar sonhos em realidade, etc. A ausência desses procedimentos produz jovens sádicos, que não se preocupam com o que o outro sente; jovens hipersensíveis, que estão mais preocupados com a crítica alheia, vivendo intensamente a vida dos outros. São ótimas pessoas para os estranhos, mas prejudiciais para si mesmos: são jovens alienados, sem projetos e metas para o futuro. Vivem na contramão e a escola precisa a ajudar esses jovens a despertarem para o mundo da verdadeira emoção. Quanto à memória, ela não existe para sustentar lembranças, mas para que se realize uma reconstrução criativa do passado. É criativa, por isso, a arte de pensar deve ser libertada para que haja criações inusitadas de idéias. Deve-se considerar que informações mais úteis são sempre transformadas em conhecimento que, por sua vez, estimulam a arte de pensar, de ter ousadia, de questionar, etc. Precisamos formar pensadores, autores de suas próprias histórias e de seus conhecimentos. Todo aluno sempre busca um professor que o encante, que admire, que se torne inesquecível e, é esse tipo de professor que faz a diferença no mundo, porque traz lições de vida que são marcadas para sempre na memória de seus alunos. Também promovem a libertação das emoções de seus alunos, de seus medos e os incentivam a enfrentar desafios e a não ficarem presos apenas a conteúdos informativos. Professores fascinantes resolvem conflitos em sala de aula com cautela, devido ao calor da emoção presente em todos os envolvidos. Sabem esperar alguns minutos porque, tensos, só irão agravar a situação. Depois disso, não deve dar lição de moral naquele que foi mais agressivo, porque este ainda está com sua inteligência obstruída. É interessante apresentar um ato inesperado, como contar uma história que mexa com o emocional dos alunos, tirando dessa história uma lição de moral. Os professores precisam aprender a dar tapas com luvas de pelica no coração emocional de seus alunos. Com afeto e inteligência, serão capazes de reverter crises, ao invés de aumentá-las. Devem educar para a vida, desenvolvendo a consciência crítica para que seus alunos promovam a auto-estima e repudiem qualquer tipo de manipulação, especialmente com aqueles alunos mais tímidos e retraídos, para que não se encarcerem em seus traumas, e para que sejam líderes de si mesmos. É essencial que não tenham medo do desconhecido, das perdas e frustrações, não desistindo nunca de seus sonhos.






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