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A Necessidade do Especialista de Ed. Física no Ens. Fundamental 1.2



ANALISE DA FUNÇÃO DO ESPECIALISTA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL




Partindo da concepção de legitimar a Educação Física como componente curricular a LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira ? 9394/96)  a qual rege a política educacional brasileira juntamente com Conselho Nacional de Educação, formularam e ajustaram, fundamentações teóricas as quais acreditam estarem adaptadas as diferentes fases em que se encontram os alunos, no entanto, as aulas ministradas nas escolas municipais de hoje evidência o menosprezo pelo trabalho do especialista de educação física. De acordo com os novos PCNs:


?Nesse contexto, instala-se um novo ordenamento legal na proposição da atual Lei de Diretrizes e Bases, que orienta para a integração da Educação Física na proposta pedagógica da escola. Ao delegar autonomia para a construção de uma proposta pedagógica integrada, a nova lei responsabiliza a própria escola e o professor, pela adaptação da ação educativa escolar às diferentes realidades e demandas sociais. É importante ressaltar que essa autonomia deve pressupor a valorização do professor e da instituição escolar, criando condições concretas e objetivas para o exercício produtivo dessa responsabilidade, pois a possibilidade de construção deve gerar um avanço em direção ao exercício pleno da cidadania, garantindo a todos os alunos o acesso aos conhecimentos da cultura corporal de movimento. Por outro lado, interesses políticos e econômicos escusos podem, a partir de uma interpretação distorcida da lei, legitimar a descaracterização da Educação Física escolar, tornando-a mera disciplina?. técnica ou recreativa, desprovida de função, no processo educativo pleno?.


De acordo com o que foi lido no artigo Formação inicial do professor de Educação Física em Albacete na Espanha ?à medida que o país alcança um nível superior de desenvolvimento, tem uma maior preocupação ao elevar o período de ensino obrigatório. Esta preocupação também está ligada ao estado de Bem-estar cuja essência reside na oferta de serviços público ?capital cultural?. Todos os habitantes têm direito. De acordo com esta compreensão, os conteúdos de ensino não podem, nem devem ser propedêuticos, ou seja, seletivos, mas devem ressaltar na elevação da cultura mínima da população do País?. (Fernandes Flores,1988), no entanto, nesse mesmo artigo comprova que a filosofia educacional  proposta pela Reforma Educacional Espanhola não é o principal referencial de elaboração e desenvolvimento curricular, melhor afirmar não forma inicialmente o professor.


Nota-se que assim como na Espanha, a educação física no Brasil, ou melhor, nas escolas publicas do ciclo I, precisa de uma maior implementação prática, e ser entendida como uma cultura corporal, a qual não deve ser ignorada.



Os Parâmetros Curriculares da Educação Física




Qual a necessidade de se produzir um guia de componente curricular se quem irá executar não tem noção dos conteúdos citados, sem mencionar que o PCN de Educação Física além de ser o sétimo é o mais estreito, apesar da quantidade não significar absolutamente nada, questiona-se, se realmente os valores significativos dos conteúdos desse componente curricular atendem as necessidades sócio-culturais.


Assim como afirma Giani Peres(2001) ?Os PCNs são como ?receitas de como dar aulas?(...). Nota-se que o mesmo, em todo o seu teor, possui uma visão aligeirada da historicidade desse componente(...). Faltou simultaneamente em sua elaboração as contribuições dos educadores, dos sindicatos, dos fóruns e áreas cientificas, em suma, a elaboração ocorreu pelas mãos de poucos escolhidos, reforçando uma perspectiva enviesada da concepção de Educação Física. No entanto, os novos já reformulados corrige algumas falhas importantes:


?Os Parâmetros Curriculares Nacionais se propõem a contribuir nessa construção, fornecendo subsídios para a discussão e concretização da proposta curricular de cada escola?.


Em contra partida existem dois grupos de especialista, aqueles interessados no desenvolvimento do seu trabalho e os interesseiros, onde sua maior preocupação é a remuneração, sem mencionar na falta de vontade em estender seu conhecimento profissional. Mas não estou aqui para julgar, o que me incomoda é ver absurdamente crianças que tem direito a educação impedida de desenvolver sua cultura corporal através das atividades sócio-culturais, as quais só poderão ser ministradas com competência por um especialista competente.


Hoje há uma luta pelo currículo multicultural da Educação Física, afirma Marcos Neira ? uma ação pedagógica que priorize as ?vozes? dos educandos, traduzidas pela cultura corporal popular, pode ser a base de um  desenho curricular compromissado com  as transformações sociais. Isso seria uma contrapartida às investidas neoliberais no campo da Educação Física, presente tanto nas praticas escolares como nas políticas governamentais?.





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