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Os conhecimentos são adquiridos fora da escola



O autor faz críticas severas aos modelos de instituições na sociedade, principalmente à escola. Esta, segundo ele, trata-se de uma instituição que tem o papel de reproduzir a ideologia de que o processo de aprendizagem tem que seguir um currículo para que se formem profissionais diplomados e capacitados para o mercado de trabalho.


            Para ele, a construção do saber não ocorre apenas na escola, mas sim por partilhar experiências de vida na interação dos indivíduos uns com os outros. Portanto, ele argumenta que o processo educacional seria mais democrático se fossem criadas oportunidades de autonomia na aprendizagem pela interação entre os indivíduos no ambiente social como um todo, e não mais na escola. Assim seria proporcionada uma maior liberdade e acesso à educação real para o maior número de pessoas.


            Porém, há um aspecto negativo em sua fala, quando ele argumenta que: ?Se a criança tiver sorte, estará exposta a confrontações e críticas...? Ou seja, nessa ?teia de oportunidades? se a criança tiver sorte ela vai ter um aprendizado de qualidade, porém, se isso não acontecer, ela será prejudicada. Daí, torna-se clara a falsa idéia de democratização do ensino e sua argumentação passa a ser uma porta aberta para a exclusão, pois quando se fala em oportunidades, automaticamente se imagina que uns as terão, mas outros não.



Ponto de Vista:



            Penso que a proposta de Illich é radical, pois não acredito que o caminho ideal seja  ?desmontar?  os modelos institucionais e substituí-los por redes livres de aprendizado. O sucesso do processo de aprendizagem sob este aspecto ficaria totalmente dependente da vontade, disposição e disponibilidade daqueles que detém o saber, em partilhar essa sabedoria de forma democrática e sem o receio de perderem o controle da situação de poder proporcionada pelo conhecimento que adquiriram ao longo do tempo.


            Na verdade, a postura do educador, daquele que detém o conhecimento, em relação à sua distribuição, esteja ele dentro de uma instituição ou fora dela, é que é o fator determinante dessa questão. Ou o aluno terá um aprendizado inclusivo, eqüitativo e qualitativo, ou continuará sendo refém da violência simbólica expressa pela distância vertical que o professor estabelece cada vez que faz uso desse poder de distribuição de forma seletiva, pela meritocracia.


            Portanto, o caminho para que se alcance a qualidade social tão fortemente almejada no conceito de educação para todos e na democratização do ensino que Illich busca com sua teoria, não está na mudança do espaço físico e do ambiente, mas sim na transformação da mentalidade dos educadores.


O educador proveniente de sistemas de ensino mais tradicionalistas parece acreditar que dividir seu conhecimento é o mesmo que subtrair. Ou seja, o saber é algo que o professor possui a mais e que o diferencia de seus alunos. Portanto, ele precisa ?preservar? sua posição de superioridade transmitindo apenas o conhecimento necessário para que esses alunos sejam instruídos. Para tanto, ele precisa se munir de um autoritarismo que limite o território de atuação do aluno apenas a cumprir o que lhe é imposto, sem questionar, e muito menos criticar a forma como lhe é apresentado como conteúdo de aprendizado. Esse professor acredita que, dessa forma, ele pode impedir que o aluno sugue-lhe o conhecimento e se iguale intelectualmente a ele.


Esse saber a Educação hoje tem se moldado a fim de produzir um ensino de qualidade na formação de indivíduos para a reflexão e crítica da vida social. Nesses moldes, o educador tem a função de ser o mediador do ensino, levando e problematizando tais questões, conduzindo os alunos a resoluções para a vida cotidiana. Para tanto, é preciso que ele tire a carapaça do poder e


quando na verdade a idéia correta é a de multiplicar. Esse deve ser  o objetivo a se alcançar.




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