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A unificação ortográfica chegou em boa hora ?



      Agora, a unificação ortográfica tornou-se viável, de certa forma respeitando-se ainda o critério fonético (ou da pronúncia) em que se baseia na ortografia portuguesa.

Cabe-nos denunciar o mau uso da língua nessas formas de comunicação, para que seus erros não venham a ser motivo de vergonha para nós. Entre as incorreções que destoam no uso da língua, são freqüentes pequenos descuidos, até perdoáveis, mas há casos de barbarismo contra a pureza da língua nos aspectos sintáticos, regenciais, ortográficos, sem falarmos de troca tão comum de tratamento, como também de organização ilógica de idéias, o que acarreta, freqüentemente, ambigüidades e interpretações errôneas de pensamento. A língua é uma força biológica: não se pode modificá-la com uma decisão política. Pode-se, quando muito, influenciar o uso. É uma função dos jornalistas, escritores, professores e da mídia. Todas as línguas estão repletas de palavras estrangeiras que foram naturalizadas.

Comunidade Lingüística da Língua Portuguesa: em que se luta para que o português seja reconhecido também como língua oficial da ONU: em que o português vai alcançando o 4º lugar entre as línguas mais faladas no planeta.

Convivemos neste século (desde 1911) com duas ortografias oficiais da língua portuguesa, o que sempre foi prejudicial. Aí pode estar a razão de não ter sido o português acolhido, na família ONU, como língua oficial. Em 1931 estabeleceu-se o primeiro acordo ortográfico em ter Brasil e Portugal, sem efeitos práticos.

Cada língua propõe um modelo de mundo diferente. É preciso, portanto, tentar passar de uma língua para outra. Eu sou a favor do polilingüísmo. A diversidade das línguas é uma riqueza. Durante séculos, não desfrutamos desse tesouro, porque sempre houve uma língua que predominava sobre as demais: o grego, o latim, o francês, o inglês. Conhecê-las, porém, não é garantia de tolerância. . Pode-se massacrar uma população conhecendo-se perfeitamente sua língua e sua cultura.

A língua tem razões que a própria razão desconhece. Minha filha, que é bilíngüe, pediu à sua mãe uma noite dessas: ?Mamãe, conte-me uma Geschichte.?

Os franceses fazem de conta que brigam com o inglês, mas têm medo mesmo é do alemão. Desde a queda de Berlim, a Europa do Leste transformou-se num bolsão de poliglotismo alemão e há muita probabilidade de que o alemão se imponha na Europa! Nunca, no mundo, alguém conseguiu impor a língua estrangeira dominante. O latim se tornou a língua européia quando o império romano desmoronou. No tempo de Montaigne, o italiano era o vetor da cultura. Depois, durante três séculos, o francês foi a língua da diplomacia. Por que o inglês, hoje? Porque os Estados Unidos ganharam a guerra e porque é mais fácil falar mal o inglês do que falar mal o francês ou o alemão.

O filólogo Antônio Houaiss costuma dizer que ?a língua portuguesa tem enorme vitalidade e cresce toda noite?.

A unificação chegou em boa hora.




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