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Mega Memória ? Educação, ensino de má qualidade e desvio de verbas



  Mega Memória ? Educação, ensino de má qualidade e desvio de verbas

Quando a mão de obra barata ainda fazia girar a caixa registradora do terceiro mundo, ignorava-se o problema, hoje, país analfabeto é país pobre. No Brasil a cada 100 alunos que entram na 1ª série do 1° grau, apena 12 terminam o 3° colegial e 6 até o curso superior. Essa meia dúzia de bravos que avançou a despeito de obstáculos sociais, econômicos e pedagógicos não farão um curso de engenharia, medicina ou odontologia numa boa universidade do governo, o mais certo é que desses 6 sobreviventes, apenas 2 freqüentem o curso que desejam em universidade federal ou estadual conceituada. Os outros serão alojados em cursos de utilidade quase nula como turismo, biblioteconomia ou comunicação, a maioria faculdades paga e péssimas. Pelas estatísticas é mais provável que uma criança negra nascida na Baixada Fluminense, ou zona leste de SP morra num tiroteio do que chegue á universidade. Na década de 1990 o Brasil tinha 155 milhões de habitantes e 45 milhões de analfabetos ou semi, uma carga muito pesada. No mundo, a produção torna-se cada vez mais automatizada e complexa e exige-se que pessoas saibam ler manuais, que possam fazer tarefas variadas e tomem decisões a cada momento. Robôs se encarregam de executar movimentos padronizados que antes cabiam a um operário menos graduado. Pesquisas realizadas por institutos indicaram que a escola particular é apenas um pouco melhor que a pública. Os índices de evasão e repetência dos CIEPS criados no RJ em 1990 pelo então governador Brizola, eram idênticos aos das outras escolas com o agravante de que o custo era 4 vezes maior. O problema não consiste apenas na falta de recursos, cada dólar encaminhado pelo governo á educação, apenas 20 cents chegam às salas de aula, de acordo com estudo do Banco Mundial. O golpe mais duro que os professores sofreram foi a baixa de um grande aliado, a classe média que tem poder de influenciar a opinião pública e até 3 décadas atrás matriculava seus filhos na escola pública, hoje, o que mais lhes interessa é o aumento das mensalidades e só reparam no ensino público quando sua empregada carrega o filho para o trabalho porque os professores das escolas públicas entraram em greve. O público dessas escolas passou a ser a população mais pobre, cujo processo e aprendizagem prejudicado pela miséria é ainda mais difícil.    


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