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Relação PEDAGÓGICA, DISCIPLINA E INDISCIPLINA NA SALA DE AULA



Origem da palavra disciplina: do latim: regras e condutas pré-estabelecidas. Ela tem dois fins: social : visa a inserção do indivíduo na sociedade e educativo , pois é fim e meio da educação. A escola atual ainda tem muitas heranças do magistrocentrismo, isto é, mesmo com perda da autoridade, o professor ainda é o centro da ação pedagógica, embora tenha passado da disciplina imposta para a disciplina consentida: em ambos os casos, o aluno tem que ?entrar no jogo?, pois não há autonomia. O correto seria utilizar o puerocentrismo, sendo a disciplina vista como autocontrole e autogoverno, pela participação efetiva na elaboração e preservação das regras, visando formar o cidadão responsável e participante e sendo o professor o organizador de situações de aprendizagem, não só dos conteúdos, mas, dos valores. Para Freinet, é preciso passar da pedagogia da saliva para a pedagogia do trabalho: a criança só é indisciplinada quando o trabalho não faz sentido para ela.A disciplina só pode ser mantida através de uma tarefa coletiva de trabalho e relações humanas esperadas dentro de uma atividade, pela regulação cooperativa de alunos, passosprimordiais para a autonomia com liberdade e responsabilidade. Para Carl Rogers, é importante que haja a autogestão: favorece a formação do grupo de troca livre, no qual o indivíduo se desenvolve, reconhece-se e se afirma na relação com os outros. Acredita ser a indisciplina transitória, uma etapa para a conquista da ordem, cabendo ao professor ser o organizador e facilitador. Para ele, a vida de cada indivíduo é determinada pelos valores que escolhe e assume para si, cabendo à escola orientar essa escolha: a indisciplina tem origem na ausência e indefinição de valores. Questiona a autora: a criança é capaz de selecionar esses valores livremente, sem influência do cotidiano? Para ela, o caráter pedagógico da relação aluno/escola fica restrito ao campo educativo, sendo a educação decorrente das práticas sociais (imitação, participação, etc.) e ao campo pedagógico ou escolarização propriamente dita, que ocorre dentro dea escola, voltada para o preparo de crianças e jovens para o desempenho de diferentes papéis na sociedade, de acordo com a cultura local, envolvendo conhecimentos sistematizados e refletidos. Considera o saber como condição primordial para a atuação e relação pedagógica e acredita que o progresso científico e técnico tem incentivado a criação e recriação do saber, mudança no papel do professor (de transmissor para organizador e estimulador da aprendizagem), valorização do saber que o aluno traz para a escola (muitos ?saberes? são adquiridos fora da escola) e que tudo isso conduz a uma reflexão crítica, intermediadora e esclarecedora entre as diferentes formas culturais, para que não haja imposição unilateral do saber, que denomina de violência simbólica. Quanto à utilização dos interiores da escola, afirma que o aluno fica preso a determinado espaço, com controle de seus movimentos, fato este que não só distancia como inibe a relação professor/aluno, determinando hierarquias dentro da escola e a internalização dos papéis escolares. Quanto ao uso do tempo ressalta que ele ainda é vinculado ao sinal da campainha, para subordinar o ritmo dos alunos à relação pedagógica. Por isso acredita que a escola precisa buscar o equilíbrio que deve existir entre valor de desenvolvimento pessoal e social, via autonomia de gestão de tempo, respeitando alguns limites institucionais. Complementa enfatizando que somente através da competência profissional e respeito mútuo o professor poderá legitimar seu saber e que o convívio sócio-afetivo facilita aspectos cognitivos. Alerta para a formação de turmas, já que é nelas que se localizam as lutas ocultas, rivalidades e indisciplina, para o cuidado com a elaboração dos currículos que devem ser adequados às necessidades e interesses dos alunos, pois a falta de motivação traz rebeldia. Valoriza o trabalho em grupo, pois conduz a sentimentos de solidariedade, cooperação, espírito democrático e de ?pertença?. Aponta para os códigos que o professor usa: não são só palavras, mas olhares, o tom da voz, etc. que podem prejudicar os mais desfavorecidos e para as regras pedagógicas que devem ser negociadas e servir para a avaliação para que o aluno e professores estabeleçam um compromisso que atenda expectativas recíprocas e não ocorra indisciplina. Quanto à dimensão da culpabilização e desculpabilização do aluno pela indisciplina, normalmente, relacionadas a condutas antissociais (problemas familiares) ou perturbações neuróticas (de personalidade). Já na visão do aluno, a culpa pela indisciplina é sempre do professor, apresentando ambas uma visão corretiva. Portanto, é necessário realizar a revisão estatutária para diminuir a distância entre professor/aluno e estabelecer uma nova relação pedagógica do exercício da autoridade para que o professor não a perca, e para que os alunos parem de medir forças visando o enfraquecimento do professor. Acrescenta a autora que quando os efeitos da indisciplina são relacionados exclusivamente ao professor, surgem sentimentos de fracasso pessoal (perda da auto- estima, frustração) e profissional (impotência que compromete a ação pedagógica), o que produz a sensação de fracasso de adulto, visto não conseguir dominar os mais jovens. Para tanto é necessário dotar professores de competências didáticas e relacionais tanto ao longo do período de sua formação quanto de sua experiência, que sejam voltadas mais para a prevenção do que para a correção, através de uma formação esmerada e treino profis sional, com equacionamento da ação didática, utilização de conteúdos que contenham situações relacionais, conciliando o individual às necessidades de socialização via trabalho em grupo. A indisciplina deve ser, sim, de responsabilidade do professor, não isentando, porém, a escola, a família e a sociedade.




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