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A seleção do conhecimento e a elaboração do Projeto Escolar



O pressuposto maior que deve reger a busca e aquisição de qualquer tipo de saber é a intencionalidade, uma vez que ele não pode ser entendido sem que haja tal finalidade. Esta intencionalidade traz consigo a idéia do ?pensar? e do ?fazer?. Sem que haja uma ?pré-ocupação? a respeito de determinado tema, não há como fazer com que o conhecimento seja significativo. Os princípios psicopedagógicos atuais, que regem toda e qualquer prática educacional, encontram-se voltados para a construção do conhecimento, sustentando-se basicamente tanto naquele que educa, como nos sujeitos que ali se encontram para serem por ele educados, formalmente. Caso isso não venha a ser entendido e aplicado de forma consciente e comprometida, muito dificilmente haverá a possibilidade de que os conhecimentos que se pressupõe que devam ser repassados venham a ser elaborados, reestruturados e incorporados definitivamente. Talvez resida aí o principal foco de reflexão que deveria nortear todos aqueles que, de algum modo, estejam envolvidos com o processo educacional institucionalizado. Se essas preocupações não forem levadas em consideração, a probabilidade de que se venha a incorrer em velhos erros é praticamente certa, trazendo como malefício maior a continuidade do ?repasse? descomprometido de um suposto conhecimento, mantido distanciado tanto da realidade como das possibilidades e necessidades do aluno. Torna-se, portanto, impossibilitada sua incorporação, visto que, ao não provocar a criatividade, a indagação e compreensão tanto do pensamento quanto do comportamento, estará fadado à mera perpetuação da memorização de conceitos básicos, válidos apenas para uma memorização temporária, com fins avaliativos atrelados apenas à promoção de série ou de ciclo. Como decorrência, evidencia-se que, dependendo do universo em que se desenvolvem os alunos e do tipo de conhecimentos que o sistema educacional e a escola impõem como ?necessários?, tanto para a formação como para a informação de sua clientela, tal fato repercute de forma correta ou incorreta nas respostas que os alunos apresentam a tal proposição. Resta ainda abordar a questão do projeto pedagógico que cada escola deve estipular e busca desenvolver. Pressupõe-se que ele deva conter em seu bojo, os conhecimentos e a formação que deseja que sua clientela incorpore de maneira efetiva para si. Neste sentido, a escola não pode, em momento algum, omitir-se da responsabilidade de fazer com que isso ocorra dentro de um universo que envolva não só o ?prazer?, como também, a ?criatividade?, mesmo naquelas atividades que envolvam extrema concentração e esforço. Isso não significa, porém, que o aluno que não possa se identificar com determinados conteúdos e vir a se apaixonar por eles, mas, sim, que, ao se sentir ?envolvido pelo gosto? transmitido pelo professor em realizar determinada tarefa, passe a aprender a gostar daquilo que faz, uma vez que, é o ?gosto?? que impulsiona o ?querer?. É através desse caminho que o aluno é ?capturado?, ou seja, passa a entender que há um sentido e uma aplicabilidade para a aquisição dos conhecimentos requisitados, envolvendo-se gradativamente com sua própria progressão. Ao agir assim, passa a se sentir cada vez mais apto a desenvolver sua capacidade não só de compreender, como também, de intervir na realidade que o circunda, direcionando-se para seu processo de humanização e autonomia. Não se pode esquecer também que o homem, onde quer que se desenvolva, é sempre um fim em si mesmo. Tal indicador deve estar presente em todo e qualquer processo educacional, o qual não deve ser, em momento algum, desviado de seu fim ético. Quando a pessoa humana é transformada apenas em um meio e não mais em um fim, torna-se desfigurada e violada em suas possibilidades de atingir sua autonomia. É preciso lembrar que o papel da escola pressupõe, antes de tudo, um trabalho sistemático da educação, ou, melhor dizendo, um instrumento da própria educação formal. Trata-se, pois, de uma implicação ética, uma vez que a educação regular é ainda hoje entendida e considerada como um foco privilegiado de transmissão do saber. E também, porque, ao favorecer as dimensões individual e social do sujeito, estará interferindo de forma direta no processo de constituição desse indivíduo, visto enquanto sujeito histórico, cultural e temporal. 


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