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Entre a Ciência e a Sapiência ? O dilema da Educação



Este livro está dividido em três partes que se complementam entre si procurando explicar que os conhecimentos científicos não são indicadores de sabedoria e sim de conhecimento.

Na primeira parte intitulada ?Cartas aos que mandam na Educação? estão expostos problemas educacionais importantes iniciando com os meios de comunicação, as instituições e finalizando com os educadores. Os meios de comunicação têm a obrigação de informar coisas uteis e educativas a população para formar e informar as pessoas e não transformá-las em objetos de consumo reduzindo-as a cifras lucrativas. Por outro lado, tem as instituições educacionais (escolas) que precisam adequar tanto os métodos quanto os educadores para que se tornem mais agradáveis que os meios de comunicação para que eduquem e formem crianças em cidadãos. Quando se aprende com amor se aprende muito mais. Não adianta o professor querer impor a aprendizagem sem fazer com que o aluno se apaixone por aquilo que lhe é ensinado. O saber cientifico pertence a todos e não tem que ser imposto mas ensinado onde encontrá-lo, ou seja, onde pesquisar. Portanto é preciso saber valorizar as idéias próprias dos alunos, pois essas pertencem a eles e só são encontradas em suas mentes e representam os sonhos e esperanças individuais.

Na segunda parte intitulada ?Sobre livros e leituras? o autor coloca o hábito da leitura como uma virtude que deve ser conquistada pela sensibilidade e pelo prazer. Impor leituras maçantes e obrigatórias pelos professores como ?engrandecimento de saberes? pode levar a aversão a leitura. É necessário conquistar hábitos de leitura pelo prazer de ler aquilo que o aluno gosta de ler e deseja saber de acordo com sua necessidade individual. Segundo Mario Quintana, o verdadeiro analfabeto é aquele que sabendo lê, não lê. Por isso que deve ser algo feito por prazer e não por obrigação. A leitura deve ser vista como fonte de inteligência, de alegria e de conhecimento. Mas não é a soma de inúmeros livros científicos e clássicos que levará a isso. A leitura nos acrescenta idéias que nos são passadas pelo escritor e nos tira de nossa realidade por um tempo. Porem o excesso se transforma em fonte de alienação fazendo com que a pessoa perca a capacidade de pensar por si mesma. O objetivo das escolas e universidades deve estar voltado a contribuir para o bem estar do povo cuja tarefa principal é desenvolver a capacidade de pensar uma vez que o pensamento faz o povo. Por isso que devem centrar-se em ensinar não só os saberes científicos e literários contidos nos livros, mas o destino do conhecimento que lhe são passados (para que servirão?/ qual a finalidade?).

Na terceira parte intitulada ?Aos que moram nos templos da ciência? o autor procura responder a questão ?o que é cientifico??. Consideram-se sábios os que acumulam conhecimentos científicos, porem existe muito mais no mundo em que os conhecimentos científicos são superados. Muitos cientistas do saber ignoram as coisas do mundo focando apenas nas especificações cientificas que estudam. Por isso acabam conhecendo somente o que está nos livros tornando-se verdadeiros analfabetos do mundo, da vida. O conhecimento científico limita o pensamento humano, pois se limita às palavras cientificamente lingüísticas e esquecem ou adormecem a linguagem vinda do pensamento, da imaginação. O cientista descreve tudo (ou quase tudo) o que ele pode decifrar com palavras e números. O que vem da alma, dos sentidos e não pode ser quantificado está fora dos domínios da ciência. A convicção cientifica se assemelha a uma cegueira que não deixa ver as novas possibilidades que há no universo e significa radicalizar o pensamento, a inteligência, limitando-os a uma única possibilidade. O ?mestre das ciências? se torna em um homem unidimensional que tem seu conhecimento limitado ao seu estudo, desprezando tudo o mais que existe no universo. A vida para ele se resume à pesquisa e nada mais. A ciência restringe-se a coisas materiais e acaba restringindo o próprio ser humano em matéria quantitativa, não se levando em conta seus sentimentos, suas qualidades, desejos ? felicidade ou sofrimento. O autor cita Guimarães Rosa finalizando essa parte dizendo que os homens haverão de ficar loucos em decorrência da lógica uma vez que se esquecem do que é mais essencial a sua existência.  

Finalmente, na última parte intitulada ?Sobre computadores e Deus? o autor se reporta aos computadores como sendo máquinas criadas pelo homem e onde são depositados conhecimentos precisos e necessários para eternizar o próprio homem, desde que ele não se esqueça de que a máquina existe para servi-lo e não vice e versa.

De certo modo, todos os argumentos encontrados neste livro se restringem a arte de educar para a vida, sem impor conhecimentos desnecessários ao ser humano e sem desvalorizar a criatividade, a iniciativa e os conhecimentos e saberes inerentes a cada individuo, pois essa é a grande riqueza do homem ? a mente humana.    


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