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GLOBALIZAÇÃO NA ARTE



GLOBALIZAÇÃO NA ARTE

Hoje sai na rua para ir às compras e numa banca de jornal reparei num livro usado que me chamou à atenção. Ele tinha por titulo: ?A ESSÊNCIA DO PENSAMENTO?! Na sua capa uma imagem em estilo cubista retratava uma das mais belas obras de Pablo Picasso. Penso eu, que foi a capa que me cativou, pois não contive o ímpeto de compra-lo, tamanha a curiosidade que senti de verificar o seu conteúdo. Por apenas um real, isso mesmo: um real, eu o comprei! Enquanto estava sentado a espera da minha esposa, folheei o livro afim de ver se era ou não realmente interessante. Ao final da minha ligeira análise, conclui que na verdade ele não era simplesmente um bom livro, mas sim um livro excelente.
Dentre as mais diversificadas formas de se retratar o positivismo, encontrei uma frase que muito se identifica comigo: ?Mude seu pensamento e você mudará seu mundo? de Norman Vincent Peale. Vim todo o percurso de volta para casa a pensar nesta frase, pois já faz algum tempo que me questiono sobre como mudar o meu pensamento, de forma que essa mesma mudança se reflita no comportamento de todo o mundo que me cerca, pois não somos seres individualmente isolados. Nós vivemos em um contexto histórico social globalizado, que grita constantemente por uma transição de pensamentos e transformações urgentes. Percebo que em toda parte uma nova forma de pensamento surge trazendo ventos de mudanças arrebatadores, que obriga o ser humano a repensar as suas atitudes. O mundo hoje não está mais limitado a um meio, mas sim a um todo, de forma que faz com que a cultura de cada nação sofra progressivamente e se adapte as novas idéias que estão surgindo.
As mídias vendem o que lhes oferecem e despejam sobre todos nós uma visão caótica, que nos intoxica dia a dia com seus conteúdos.
Vejo que compete aos humanistas uma reflexão das palavras que se estão a fermentar dentro deles mesmos para salvação da própria humanidade. Por vezes tudo parece tão vago, mas temos que considerar que é no sentido exato do vocábulo ?vago?, que reside a própria ignorância, então vamos combate-la com a criação de bases estáveis de sustentação que erguem os blocos globalizados. Na tentativa de melhorar os Globalistas, me pergunto como conscientizar a grande parte dos artistas a aderirem a essas novas idéias de forma a unificarmos nosso pensamento e o tornar global, de fácil acesso aos que se interessam por educação cultural. Afinal, que idéia tem hoje um artista sobre arte? Será que arte é apenas pintar uma tela, escrever um poema ou outra coisa qualquer que a envolve? Porque será que os artistas estão tão dispersos e ao mesmo tempo tão desanimados ao ponto de desacreditarem de seus potenciais? Será que a criação de um movimento não tem mais finalidade? Quando me absorvo na análise destas perguntas, afim de obter respostas satisfatórias, tento trazer em mente outros tempos. Tempos esses, não muito distantes, que um movimento artístico fazia muito sentido, de forma que chegava a abalar as bases de uma civilização. Estou convencido que os artistas têm como obrigação este dever: de se reunirem para dar forma a um novo modo de ver o mundo. Refiro-me ao mundo globalizado no qual estamos a viver presentemente. Não posso deixar de me pronunciar neste tema referente à globalização, já que ela nos toca a todos de diferentes maneiras. E qual será a melhor forma para se moldar uma civilização? Acredito na palavra escrita acima: ?Mude seu pensamento e você mudara seu mundo?. Mudar seu mundo é o papel de qualquer e cada ser humano, mas como nem todos têm o dom da palavra cabe então aos humanistas esta missão.
Uma só palavra tem o poder de um simples fósforo: incendiar um grande bosque! Vendo assim, as tuas palavras são como um pequeno fogo que se apoderam de bosques, desertos, cidades, estados e nações. Desacreditar as palavras que lavramos dentro de nós é o mesmo que cruzar os braços para nada se fazer. Quem tem assim o dom da palavra, mas fica de braços cruzados, fermenta dentro de si o desanimo e tira a oportunidade aos que por ele esperam receberem alguma coisa, mesmo que seja uma só palavra: vitória! E tu dirás vitória? Sobre o quê?
Vitória sobre a ignorância, pois ela a principal responsável pelo atraso de uma civilização! Tua obrigação como artista é o de revolucionar cada palavra, transformando-a em arma contra a ignorância existente.
É urgente despertar esse imenso borbulhar de palavras, para que a tua missão aqui faça sentido!
Através deste relato, deixo meu apelo a todos os humanistas: que se unam a fim de unificar a humanidade de forma a constituí-la como parte integrante da globalização, livrando-a da ignorância através de uma reforma educacional a nível global entre culturas. Miguel Westerberg - 2007-03-25
Diadema - S. Paulo - Brasil
[email protected]


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