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Os Castelos do Loire



Vale do Loire _ França

 De todos os 100 ou mais castelos deste vale, nenhum é mais admirável que o de Chambord, mandado construir por Francisco I, o mais exuberante dos reis do Renascimento.

 Sendo terminado em 1534, seu suntuoso mobiliário perdeu-se na história; seus corredores sem fim tem ecos vazios, mas, Chambord continua vivo.

 Chambord fora criado para o prazer da realeza.

 Os reis da França a muito haviam encontrado o prazer no Vale do Loire. Sendo o mais longo rio da França, ele serpenteia pelo país, ele serpenteia pelo país, como um arco retesado, desde o Mediterrâneo ao Atlântico.

 O castelo de Angers, assoma sombranceiro sobre a cidade movimentada, com suas 17 torres dominando os campos, como há séculos.

 Nos montes que se elevam às margens de um rio afluente chamado Vienne, ergue-se dessas fortalezas medievais, o Castelo de Chinon, em ruínas, mas sólido e imponente. Alí, chegou Henrique II da Inglaterra, Conde de Anjou, para morrer no Vale do Loire, que ele amava mais que a sua terra natal.

 O espírito de Joana d`Arc impregna Chinon com o senso vivo do passado.

 Do outro lado do rio, oposta a Chinon, fica Langeais, um elo entre as trevas do Feudalismo e as luzes do Renascimento. Langeais foi construído entre 1465 e 1469 como baluarte contra os bretões. Mas, Carlos VIII casou-se com Anne, duquesa da Bretanha, tomando as províncias dela parte da França e os bretões rebeldes seus súditos fiéis.

 Carlos decidira fazer dessa antiga cidade romana na margem esquerda do Loire sua principal residência e, no ano em que Colombo descobriu a América, deu início à tarefa de ampliar Ambroise. Em seis anos estava concluído.

 Ambroise iria ser a residência dos reis franceses mos 100 anos seguintes.

 Carlos teve apenas um ano para desfrutar Ambroise, morrendo em 1498.

 Pouco tempo depois, subiu ao trono da França Francisco I, um verdadeiro homem do Renascimento dotado de espírito de pesquisa, respeitava a cultura e a beleza. Ninguém mudou tanto o aspecto do Vale do Loire.

 Francisco I mantinha a ordem a fim de que fosse seguro viver fora dos muros da fortaleza, substituindo as torres de defesa por grandiosos pavilhões e deslumbrantes fachadas.

 Enquanto Francisco I terminava os acréscimos em Ambroise, condes e plebeus construiam solares particulares, que assinalariam a época: Valençay, Azay-le-Rideau, Villandry com seus fabulosos jardins e Ussé cujo esplendor de reino encantado inspirou o clássico infantil, a Bela Adormecida, de Charles Perrault.

 Todos esses e dezenas mais brotaram brilhantemente durante os 32 anos do reinado de Francisco I.

 Cellini,Leonardo da Vinci e numerosos artistas foram instalados na casa real, dando ensejo a que as artes florescessem.

 Uma placa numa laje no chão da capelinha de St. Hubert, no Castelo de Ambroise, indica que os restos mortais de Leonardo da Vinci ali jazem.

 Chenonceaux é o mais belo dos castelos.

 Mas o fim das jóias do Loire estava próximo, durante as lutas religiosas, no choque violento entre protestantes e católicos, a tragédia seguiu-se ao desastre.

 Henrique, o último dos Valóis, foi morto por um assassino.

 Embora fora da corrente principal da história, o Vale do Loire permanece como um período majestoso da civilização francesa, fazendo-se reviver a época da dinastia Valóis.

ninamar

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