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Resumo comparativo - "Restauração " e "Os Restauradores"



Esta resenha tem o objetivo de comparar os seguintes textos: ?Restauração?, de Eugéne Viollet-le-Duc e ?Os Restauradores?, de Camillo Boito, personalidades de grande destaque no campo das restaurações.

A obra de Viollet-le-Duc se inicia com a definição do verbete ?restauração?, transcrita a seguir:
?Restauração, s.f. a palavra e o assunto são modernos.Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento.?

Inicialmente o autor retrata que em sua época, mais do que em qualquer outra, tomaram-se iniciativas importantes com relação às restaurações. Como exemplo, cita que mesmo as grandes civilizações como Grécia, Roma e Ásia não conheciam o verdadeiro significado de uma restauração, mas realizavam obras de reconstruções ou novas construções nos moldes das danificadas, não se preocupando como o estilo específico da obra a ser restaurada, mas aplicando as técnicas e estilos das épocas em que foram modificadas.

Neste sentido, acredita que o arquiteto que se investe na missão de restaurar um edifício, deve se envolver de tal forma com estilos, formas, estrutura, anatomia desta obra, que possa atribuir vida ao objeto restaurado. Além disso, com vista a garantir a excelência do resultado final, ressalta através de exemplos a importância de ?formar? profissionais que possam efetivar os objetivos lançados nas diversas fases da obra. Sem estes aliados torna-se difícil chegar ao sucesso esperado.

Este estudioso teve grande influência em sua época, inclusive na fase inicial do trabalho de Camillo Boito, e contribuiu muito no campo das restaurações.

Já Camillo Boito, em sua obra ?Os restauradores? traça seus conceitos quanto às restaurações, transcendendo o campo da arquitetura, atingindo também os campos da escultura e da pintura.

Para ele, desagrada a restauração efetuada de forma leviana, só devendo ser aplicada em casos muito específicos, encarando-a como um mal necessário.

Boito alerta sobre os perigos da restauração, uma vez que neste processo pode-se afetar ou destruir as características originais do objeto, em função da visão pessoal do restaurador. Deixa claro que o que lhe interessa é a fisionomia antiga, a genuína, a visão original do artista criador.

Esta visão é o grande ponto de discordância entre os dois estudiosos. Enquanto para Viollet-le-Duc o restaurador, com bom senso e seriedade, tem a liberdade de fazer as modificações que achar necessárias, para Boito, deve-se buscar fazer o impossível, ?milagres? para conservar o aspecto artístico e pitoresco original e, somente quando indispensáveis, que as adições feitas demonstrem que são complementos.

BIBLIOGRAFIA:

BOITO, Camilo. Os restauradores.São Paulo: Artes e Ofícios, 2002
VIOLLET-LE-DUC, Eugène Emmanuel. Restauração. São Paulo, Atelié Editorial, 2000


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