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Holografia: Palimpsestos de realidades existenciais



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Durante todo o século XX, a arte evoluiu e enveredou por caminhos que privilegiam a interactividade. Não se estranhe por isso, que alguns modos de representação tenham cimentado uma posição fundamentalmente direccionada para a participação do público. A holografia é uma dessas artes mediáticas, que propicia ao receptor da obra, um permanente envolvimento espacial, não pela duplicação, mas antes pela mimesis
da informação visual e espacial da realidade primeira. Tais representações evocam a referência a uma qualquer realidade por tradução literal e unívoca dela mesma. A holografia tridimensional regista ou ?escreve?, toda a realidade, porque capta toda a informação existente na luz no momento do registo. Esta técnica poderá indubitavelmente incluir-se em vários processos ?transtextuais?, relações intrínsecas aos próprios elementos de criação plástica.
No contexto artístico, ela existirá num complexo jogo de relações que permitirão a tradução do momento espacial, tornando-se um elemento acessório de compreensão: para-existencialismo. Um prolongamento da realidade é estabelecido criando-se vários momentos, em que se desenvolvem quatro dimensões: o ?antes? o ?agora? e o ?depois?, este por sua vez inclui os diversos pontos de vista, que sucessivamente se vão alterando com a deslocação do fruidor. Todos se complementam e se correlacionam mutuamente: hiper-existencialismo. É nas ínfimas partículas de emulsão e na amplitude, comprimento e fases de ondas electromagnéticas (a Luz) e no registo de microscópicas ondas de interferência luminosas, que é formada a nossa racionalidade à realidade segunda e são estes factores, que permitem extrair a realidade física, para mudar virtualmente de espaço e de tempo.
Estaremos com certeza a evocar momentos de diálogo e de compreensão entre a natureza objectiva invariável e a factualidade espaço vectorial, de uma representação tridimensional. Esta técnica é um registo de imagem virtual idêntica à realidade, com a mesma paralaxe existente quando se vê um objecto real, sem haver necessidade de recorrer a nenhum auxiliar da visão. Questionar uma realidade sintética será paralelamente criticar o que lhe deu origem, na sua total dimensão e levar a descobrir, a possível posição do fruidor, perante um mundo, que não sendo imaginário pode ser especulativo de uma realidade imaginária, por virtude do absoluto desconhecimento dessa mesma realidade. Na verdade, a holografia é uma nova realidade, que o sujeito fruidor apreende e explora, formulando novas significações, igualmente paralelas à realidade primeira, mas sempre diferentes desta, só assim se compreendendo a artisticidade da holografia.


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