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O Reinado de Hatshepsut--MaatKaRa




Recentemente, a múmia de Hatshepsut foi encontrada em uma tumba anônima, o que certamente é motivo de regozijo para quem se interessa por Egiptologia,pois ignorava-se o destino da mesma,uma vez que o seu sepulcro escavado no Vale dos Reis nunca fora por ela utilizado.

Mesmo assim,agora que ela foi encontrada,sua vida,seu reinado,continuam um mistério para nós,que frequentemente,aprendemos nos bancos escolares tudo sobre os maiores faraós,porém,dela,de seus feitos passamos ao largo,ainda porquê,exista na história uma certa,segregação da figura feminina. Não convém chamar-nos à razão juízos de valores opositores,mas sim debruçarmo-nos sobre a fascinante vida da rei-rainha Hatshepsut e curar-nos de toda a ignorância. Amém!

No livro "A Mulher nos Tempos do faraó"a Senhora Noblecourt,traça todo um compêndio sobre a mulher no Egito Antigo,seus hábitos,crenças e amores,mas à Hatshepsut,não cabe apenas uma menção,é preciso um compêndio à parte,por seus feitos,num mundo extremamente cruel para com as mulhres,apesar de ali haver um tipo de liberdade pouco comum a mulheres da mesma época,mas de regiões diferentes,credos diversos.

No-la apresenta sob diferentes fases,como uma princesa,passando ao posto de Esposa do Deus ascendendo vertiginosamente ao cargo de soberana da nação do duplo país. O que mais impressiona é o estrategema com que ela se utiliza para se legitimar uma divindade terrestre,como cabia ao Faraó,comprovadamente de origem divina. A Teogamia,no que entram elementos fantásticos,justamente a vivência carnal entre um deus e uma mortal para fins procriativos,a que submeteu o seu nascimento foi uma comédia sem precedentes,uma falácia pregada por sacerdotes do deus Amon,mas que a manteve no trono por mais de 20 anos num Egito pacífico,enquanto que seu enteado ficou na geladeira,literalmente.

Há de se ressaltar que não só a nossa "Primogênita do Deus Sol" governou o Egito sob o título de faraó,porém todas as que a antecederam ou sucederam no cargo,foram efêmeras,um lapso no tempo,pegaram períodos conturbados e não conseguiram se sustentar em seus postos,elas na realidade,faziam um papel figurativo,representando seus reis que estavam longe. Seu reinado pacífico,aberto à exposições científicas e as belas-artes só tem algo nos dizer: a mulher pode sim,exercer papéis de comando tão bem ou melhor do que um homem. Porém,se analisar bem,os custos dessa prerrogativa, a vida de Hatshepsut foi trágica,se anulou como mulher,teve que assumir completamente a figura masculina que representava e com isso jamais pôde voltar a se vestir ou se comportar como uma mulher,abandonou vestidos e perucas,enfim,o arsenal por excelência da exuberante sedutora que é a mulher egípcia daquele tempo.

Jamais pôde vivenciar de modo pleno o amor,vivendo de modo oculto e subentendido ao lado de seu fiel guardião Semenmut,aquele que gravou o nome de sua quase deusa para a posteridade em obeliscos recobertos de eléctron um material brilhante, a despeito dos detratores,que ousaram macular a figura da faraó,destruindo-lhe tudo que a pudesse lembrar,fora as zombarias de cunho sexual. O gênero humano não muda com o passar dos tempos,a essência é uma só. Natural que estranhassem algo que fose contra o seu senso comum. E o dilema de Hatshepsut,que assim nem no descanso eterno pôde usufruir em paz no que era de seu direito,por isso foi sepultada noutro lugar menos visado a fim de que sua múmia não fosse saqueada e por isso mesmo destruída,ficou em lugar modesto,o dilema dela é o dilema que todas nós,mulheres desse mundo moderno e competitivo temos que confrontar,com jornadas exaustivas e pouquíssimo retorno.

A força de Hatshepsut se iguala ao das deusas,não só daquele panteão em particular,mas no geral. As divindades femininas possuem aspectos cambiantes que se complementam em si,ora podem ser as doces e suaves meninas,ora truculentas guereiras no trato,enfim,esta personalidade da História soube muito bem representar essas forças antagônicas que existem na mulher. É um exemplo a ser observado.




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