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Pop Art



A Pop Arte usava-se de temas derivados do cotidiano, ela apropria-se da colagem Cubista (fragmentação). É como um todo, retorno à figuração, são objetos da realidade de volta à pintura, o que vai de encontro à arte moderna que criava realidade própria, um real que não o real do mundo. Dentro da Pop o real retorna à representação que advem da cultura de massa, que não advem da noção de expressão direta, da noção de representação de sentimento. A imagem acaba por passar pela noção de filtro industrial, uma espécie de manufatura. É uma representação que resgata uma questão simbólica. É o mundo do cotidiano que fornece as imagens para a Pop.Uma irônica crítica contra o bombardeio sofrido através dos objetos de consumo, normalmente usava-se cores intensas, vibrantes e brilhantes, e o tamanho das produções era consideravelmente grande, como se fosse um meio de transformar o real em hiper-real. A Pop Art que surgiu na Inglaterra através de um grupo de artistas intitulado Independent Group, é uma arte que quer se comunicar com o publico através de signos que cercam a cultura de massa e o cotidiano de forma geral, utilizando assim, como já foi ressaltado o imaginário do próprio artista e do espectador. O termo ?Pop - Art? foi empregado pela primeira vez em 1954 pelo crítico inglês Lawrence Alloway, que designava os produtos culturalmente populares da população ocidental, principalmente os que eram provenientes dos EUA. Sendo ?Pop-Art? uma abreviação inglesa de ?Arte Popular. Uma das vias que explica a Pop é o fato de alguns artistas do movimento que não conseguiram sucesso imediato percorrerem a cultura popular. Com formação erudita, não puderam limitar seus estudos, buscando assim formas alternativas como a pintura de cartazes. Uma arte com raízes no Dadaísmo de Duchamp, a Pop Arte começa a se moldar no fim da década de 50 como já foi falado, assim triunfa a volta de uma arte figurativa que se opunha ao expressionismo abstrato que dominava desde o fim da segunda guerra. Um reprocessamento de imagens populares e de consumo, um movimento que a princípio parecia centrar-se numa espécie de provocação e rompimento com as belas-artes, começa a exibir uma compreensão maior de seus objetivos querendo fazer refletir. Impossível destacar mais uma vez Duchamp, que já trazia objetos comuns para dentro das artes através de seus ready-mades. Lichtenstein, Wayne Thiebaud, Yayoi Kusana, Peter Blake e Andy Warhol, Richard Hamilton, são alguns dos principais artistas da Pop. Destaque para Andy Warhol. Se tomarmos por base uma visão greenberguiana, diremos que na arte Pop as obras tornam-se impuras, há uma ?tudo é permitido?. Revelam-se múltiplas formas de se construir um só tipo de arte, a Pop Arte. É como se não houvesse um critério para distinguir arte do que não é arte. Existe um vasto campo de possibilidades e, na falta de critério para designar o que é e o que não é arte, faz-se necessário um olhar crítico bem apurado. Questiona-se com isso a tão fala morte da arte. A arte sai de seu pedestal, as pinturas deixam de aparecer só em quadros, a escultura faz-se de gesso, de plástico ou até de lixo, ampliam-se as possibilidades estéticas. Na era Pop, acredito eu, as obras não têm de ser deste ou daquele jeito, ?não há limites?, e se não há limites não há exclusões. Nada além dos limites da história, visto que a história não tem limites. Há uma reformulação de fronteiras, uma produção artística relacionada com a condição de arte no mundo. A articulação da esfera artística e o papel que ela exerce sobre o que a cerca, parecem passar para o primeiro plano. Pensar as fronteiras e pensar o consumo passa ser igual a contestar, que por sua vez é o que fomenta o reprocessamento da linguagem e da imagem artísticas. Linguagem e aparência enquanto fonte produtora de formas e relações, produtores de opinião, de senso crítico. É como se experiência estética se confundisse com experiência do real, mas cabe ao olhar crítico de cada um não confundi-las, e acredito numa preocupação da Pop em treinar ou liberar esse olhar, entendendo olhar crítico como aquele capaz de enxergar limites, capaz de operar diferenciação. Convém dizer, que separar experiência estética de experiência do real nem sempre é possível e nem sempre é necessário, uma vez que a contemplação estética permite liberdade ao espectador crítico. A obra é, então, um corte na totalidade. Ao mesmo tempo em que ressalta seu relevo, deixa que apareça de onde foi destacada (origem). É um jogo que a Pop Arte salienta com discernimento entre o caráter autônomo da obra de arte, e seus instrumentos, seus produtos que se submetem as regras do mercado. A Pop manteve um diálogo com seu contexto cultural, e ao contrário do que se pode pensar, a arte Pop não está compartilhando com a lógica do sistema ou até mesmo reproduzindo sua linguagem, mas sim uma maneira não subjetiva de reagir a uma espécie de crise, uma maneira inovadora, ousada, irônica, e crítica.


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