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As Cidades Renascentistas






As Cidades Renascentistas
- Ana Claudia de Miranda Dantas


Ao escrever sobre As Cidades Renascentistas a arquiteta e professora de Urbanismo do Departamento de Arquitetura do Centro Universitário Plínio Leite, Ana Claudia de Miranda Dantas, situa o Renascimento no período histórico que abrange os séculos XV e XVI.  A autora faz um esboço da arquitetura das Cidades Renascentistas, destacando suas formas e traçados arquitetônicos, situando a emergência e o contexto no qual se deu cada acontecimento ou ideal arquitetônico renascentista.  Ana Claudia menciona o pensamento de León Batista Alberti (1402-1472) ? arquiteto renascentista do Quatrocento ? como um anúncio da mudança mental que se produziria na cultura arquitetônica da época, ao enfocar espacialmente os problemas ?construtivos? da arquitetura. Segundo Ana Cláudia: ?em função da nova artilharia ? ligada à introdução da pólvora ? Filarete e Francesco di Giorgio propuseram, em contraposição a Vitrúvio a utilização de fortificação poligonal e não mais circular?. A autora argumenta que; oposta à cidade regular do fim da Idade Média, de perímetro retangular, as típicas ?bastides?, a cidade regular do Renascimento adotou uma planta que pode ser inscrita num círculo guiada por uma certa lógica geométrica.  Para Ana Claudia, a nova ordem do desenho renascentista ampliou, em muito casos, a beleza da cidade medieval.  As marcas da ordem renascentista são as ruas retas, a ininterrupta linha horizontal de tetos, o arco redondo e a repetição de elementos uniformes, tais como: cornijas, janelas e colunas, na fachada etc. Ana Claudia menciona várias praças e cidades européias caracterizadas pelos tons dos ideais renascentistas. A autora menciona exemplo de elementos morfológicos característicos das mudanças na arquitetura renascentista: as fortificações e as fachadas. a) Fortificações: a forma da cidade renascentista é muito condicionada pelas fortificações, que são diferentes das muralhas medievais, já que a evolução das técnicas militares, a generalização do canhão, com a introdução da pólvora na artilharia, tornam obsoletas estas últimas.  b) Fachada: a necessidade de ordem visual no espaço urbano terá nascido na Itália, como uma das primeiras manifestações do Renascimento, ou, da influência do passado romano. Ana Cláudia entende que devemos reconhecer que muitas das idéias urbanísticas do Renascimento, que não passaram de teoria, utopia ou exercício intelectual nos países da Europa onde tiveram origem, encontraram seu campo de realização concreta na América, na obra da colonização espanhola.  A autora cita Leonardo Benévolo, para quem: ?A cultura do Renascimento modifica as condições mentais do projeto arquitetônico, mas não consegue modificar da mesma forma a prática das intervenções urbanísticas?. Ana Claudia encerra o texto descrevendo o pensamento de Leonardo Benévolo, para quem; este modelo arquitetônico continuou funcionando durante quatro séculos, tanto na América como em outras regiões. E, ?depois de ser generalizado no quadro da cultura neoclássica, serviu de base à maior transformação da época moderna: a colonização e a urbanização dos Estados Unidos da América?. Enfim, a autora, Ana Claudia de Miranda Dantas, nos presenteia com um texto bastante rico sobre história da  arquitetura renascentista, recomendado não somente aos especialistas da questão urbanística e arquitetônica, mas também a todos os interessados em se envolver na compreensão da história das cidades do passado e, até mesmo daquelas onde vivem e daquelas que visitam, sejam elas européias ou da América.





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