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O carácter do fantoche




Os principais objectivos quando se cria um fantoche são a construção de uma figua que incarne o carácter que pretende transmitir-se e a correcta manipulação dessa figura de modo a que os seus movimentos comuniquem carácter e emoções à audiência.

O fantoche deve dar ao carácter que pretende reflectir-se uma expressão essencial e enfática.

O bonecreiro tem de criar e interpretar caracteres e não imitá-los.  Tem de seleccionar aquelas caracteristicas que considere mais convenientes para expressar a personalidade que imaginou.  Tem uma considerável liberdade não só para desenhar os fatos dos seus actores mas também para criar as suas cabeças e caras, a forma do corpo, etc.

Seja o que for que um fantoche representa, deve ser distintamente modelado, pois as figuras muito apagadas podem perder-se no palco.  O fantoche necessita, pois, de modelação audaciosa e desenho exagerado, sob o risco de aparecer indefinido a uma audiência que esteja apenas a um passo de distância.

O artista deve estudar a forma natural, mas sem se limitar a copiar o que vê.  Ele deve procurar as estruturas subjacentes e depois trabalhá-las.  Tomemos o exemplo de uma cara: o bonecreiro deve olhar para a estrutura básica, ver o que está a acontecer "por detrás" da face e a maneira como ele vai apanhar a sua forma.

Deve estudar diferentes pessoas de todos os feitios, não com a ideia de copiar uma cabeça característica ou uma forma de corpo, mas sim ver como ela funciona.  Deve tomar a pessoa duma forma profunda, ver se o que está na sua cara traduz o seu comportamento ou o seu estado de espírito.  Se ele parece feliz, quais foram as mudanças que ocorreram na sua face? O que é que produz a expressão de felicidade? o que é que faz a cara parecer triste?.

É uma ideia excelente coleccionar desenhos, fotografias, ideias, etc. Fotografias de animais, palhaços, pessoas com fatos de épocas diferentes, artigos de revistas sobre pintura de olhos e pintura em geral... Estilos de penteados e tudo aquilo que constitue utilidade como referência para a construção de um boneco.

Expressar um carácter através do movimento do bonecreiro, tal como se tenta mostrar carácter pela aparência, implica o estudo das pessoas: pessoas calmas, pessoas emocionais, pessoas tristes ou contentes, audazes ou envergonhadas, cansadas ou repousadas.  Deve ter-se em consideração o carácter da criação e ver que movimentos se devem adoptar para um fantoche.  Deverá oboneco caminhar vagarosamente, curvado para a frente? Deverá andar enérgicamente, ou arrastando os pés? Deverá deslizar pelo chão? Como são os outros gestos? O bonecreiro deve ser capaz de estar apto a dar uma imagem completa, seja ela qual for, fazendo para isso um estudo unificado.

Não se pretende com isto dizer que obonecreiro deva atingir a reprodução do movimento humano.  Pelo contrário, ele será mais bem sucedido se conseguir, por meio da estilização de movimentos, manter todas as características peculiares do fantoche.  É, noentanto, essencial evitar movimentos desnecessários, fazendo isso parte do processo de simplificação que deve estar sempre presente na mente do bonecreiro.  Por exemplo, não deve sacudir a cabeça a cada silaba que pronunciar e não deve agitar continuamente as mãos.

A forma como o boneco se move é tão importante para demonstrar o carácter como a sua verdadeira aparência e o bonecreiro deve aprender não só a trabalhar  a sua figura habitual mas também a conseguir as acções significativas do seu estado de espírito e carácter.




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